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  • DaZi: A nova tendência de conexões sociais por conveniência que vem da China

    A forma como construímos relacionamentos está em constante evolução. E a China nos apresenta mais uma novidade: o DaZi. Essa expressão, que significa algo como “companheiro”, se refere a um tipo de amizade por conveniência, no qual as pessoas se juntam para atividades específicas sem o compromisso de um vínculo mais profundo.

    Imagine encontrar alguém online para ir ao cinema, fazer um curso ou simplesmente bater um papo. Essa é a essência do DaZi. É como pedir um amigo sob demanda, para compartilhar momentos específicos sem se preocupar com a dinâmica de uma amizade tradicional.

    O objetivo do DaZi é estabelecer uma conexão social temporária, sem implicações emocionais ou obrigações posteriores. Ou seja, o relacionamento é encerrado após a conclusão da atividade em questão.

    De acordo com uma pesquisa da plataforma Soul, os principais interesses dos usuários do DaZi são: gastronomia (49,4%), eventos culturais (43,7%) e atividades físicas (27,4%).

    Por que o DaZi está se popularizando?

    • Flexibilidade: O DaZi oferece liberdade para as pessoas se conectarem sem rótulos ou expectativas.
    • Praticidade: É uma forma rápida e fácil de encontrar companhia para diversas atividades.
    • Geração Z: Essa nova geração, que nasceu a partir de 1997, valoriza experiências e conexões mais leves e descompromissadas.

    Os desafios do DaZi:

    • Falta de profundidade: As relações baseadas no DaZi podem ser superficiais e descartáveis, o que pode levar a sentimentos de vazio e solidão.
    • Isolamento: A busca constante por novas conexões pode dificultar o desenvolvimento de amizades mais sólidas e duradouras.
    • Falta de compromisso: A ausência de vínculo pode gerar insegurança e desconfiança nas relações.

    Imagem via Flickr

  • Aposta esportiva, um jogo com muitos perdedores

    O perfil do apostador brasileiro está cada vez mais definido: jovens (40% têm de 18 a 29 anos), de baixa renda e com dívidas. Nos últimos sete meses, 25 milhões de brasileiros se tornaram apostadores. A pesquisa do Instituto Locomotivas revela que 79% dos apostadores estão nas classes C, D e E, e 2/3 têm o nome inscrito em cadastros de inadimplentes. 

    O trabalho também pinta um quadro claro da rotina dos apostadores: 7 em cada 10 apostam mensalmente. O objetivo financeiro é evidente, com 53% buscando lucrar. Contudo, a realidade é mais complexa, com 45% relatando prejuízos. A pesquisa revela um ciclo vicioso, com 67% dos apostadores reinvestindo seus ganhos e 33% recorrendo a outras fontes de renda para manter o hábito.

    Ainda piora. Especialistas apontam, segundo reportagem da Folha, que a demanda por tratamento para dependência em jogos de azar ultrapassa a capacidade de atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que atende pessoas com vício em ludopatia. 

  • Cardio: quanto tempo você precisa se exercitar?

    O preparador físico Márcio Atalla indica que a duração da atividade aeróbica é um fator determinante na queima de gordura, independentemente da modalidade escolhida.

    Além disso, Atalla afirma que a intensidade do exercício desempenha um papel fundamental, mesmo em treinos mais curtos. Ao elevar a intensidade, você aumenta o gasto calórico total, otimizando a queima de gordura.

    Nesse sentido, atividades que recrutam diversos grupos musculares, como corrida, natação e remo, se destacam como as mais eficientes.

  • Uma mente serena requer foco

    Nesse ano, estamos retomando de forma mais plena as atividades do cotidiano. Depois de tanto tempo no casulo, alguns estão com dificuldade para encarar novamente a dinâmica social. O mundo vai se abrindo, mas a mente permanece ligada à pandemia, imersa nas múltiplas possibilidades de uma situação incerta.

    Caso esteja se sentindo assim, a psicóloga Tasha Eurich recomenda, inicialmente, manter o foco em algo específico. Exercício físico, leitura ou outras atividades que requerem esforço mental ativo são ótimas soluções.

    Eurich avalia que a atenção suplanta a angústia pois só podemos manter, ao mesmo tempo, algumas ideias em nossas mentes. Por isso, focar na conclusão de uma tarefa dificulta que nosso pensamento voe para fontes de preocupação, o que diminui nosso desgaste.

    A ideia não é fugir dos problemas, mas sim desenvolver uma postura que consiga organizar o fluxo de pensamento, nos auxiliando a lidar com adversidades. Até porque encarar questões de desconforto emocional pode nos ajudar a lidar com situações de estresse, sofrimento ou fracasso que poderão surgir. Nos momentos desafiantes, Tasha propõe três perguntas:

    • Que emoções eu estava sentindo naquele momento?
    • O que foi mais estressante nessa situação?
    • O que eu faria de diferente na próxima vez?

    Imagem via Flickr

  • A importância de aceitar que não controlamos tudo que ocorre em nossas vidas

    Num mundo que valoriza posições polarizadas, é possível construir conexões autênticas? A pesquisadora Brené Brown passou pela TED e fez uma ótima palestra sobre como a vulnerabilidade influencia nas relações interpessoais e na construção de nossas identidades.

    Em sua pesquisa, ela explorou o que nos impede de fazer laços reais. Quando somos dominados pelo medo e a vergonha, julgamos não merecer conexões sociais fortes.

    Segundo Brown, ao invés de encararmos a questão, nós fazemos o incerto parecer certo. “Minha religião é a correta; suas crenças, erradas”. Na política, substituímos o debate pela necessidade de apontar culpados. Seguimos com esse padrão, pois “acreditamos” que nossos atos não impactam outras pessoas.

    Vivemos num mundo vulnerável, mas decidimos ignorar nossos sentimentos, reflete Brown. Anestesiamo-nos gastando muito, comendo em excesso, usando remédios em demasia etc. Para ela, não é possível contornar essas questões seletivamente. Quando anestesiamos sentimentos pesados, também comprometemos a alegria, a gratidão e a felicidade.

    Iniciamos um ciclo nocivo, de fuga, no qual nos entregamos ao consumo. Distanciamo-nos, assim, de sermos autênticos e reais. “Vulnerabilidade é o berço de inseguranças, mas também da criatividade, do pertencimento e do amor”, pondera.

    Há pessoas que compreendem isso, chamados por Brown de corações-plenos. São indivíduos que aceitam o imponderável da vida. Em comum, cultivam a coragem (de serem imperfeitos), compaixão (consigo e com os outros, nessa ordem) e a… Vulnerabilidade. Ao invés de prever e controlar, abraçam novos caminhos, mesmo sem a certeza do sucesso.

    Imagem via Flickr

  • O negacionismo da razão


    O cientista cognitivo Philip Fernbach defende que estamos vivendo uma epidemia de notícias falsas. Hoje, é comum desafiar o consenso científico sobre questões como vacinação e aquecimento global.
    Para Fernbach, somos suscetíveis a inverdades porque não sabemos o bastante para justificarmos o que acreditamos. Por isso, muito do que defendemos não se baseia no que está em nossa mente, pois não somos programados para armazenar muita informação detalhada.
    Essa limitação não seria um problema para a evolução humana pois, segundo Fernbach, “o pensamento é um processo social“.
    “Cada um de nós tem uma fatia de conhecimento, e nossas mentes são programadas para colaborar e compartilhar ideias, o que nos permite alcançar objetivos extremamente complexos”, avalia.
    Nem sempre a partilha de ideias é positiva. Isso fica mais evidente quando navegamos online. A sensação de conhecimento ilimitado é calcada nas pessoas que estão ao nosso redor.
    Essa crença faz com que o grupo defenda com entusiasmo determinada ideia: “Eu acredito porque meus iguais acreditam”. Na prática, as pessoas defendem aquilo que escutaram repetidas vezes em seu grupo. Fernbach compreende que “quando expressamos nossas opiniões, estamos canalizando nossas comunidades de conhecimento”.

    Acreditamos que nossas opiniões resultam de um processo racional de avaliação de evidências, por isso criticamos outras interpretações. Quem não pensa como eu seria estúpido, incapaz de realizar a mesma análise criteriosa.
    A solução para visões distorcidas e simplistas do mundo? Sermos mais criteriosos em relação às nossas fontes. Além disso, aponta Fernbach, precisamos “praticar um pouco mais a humildade intelectual, abrir a mente para a possibilidade de que algumas dessas falsas crenças talvez surjam na comunidade que integramos”.

    Imagem via Flickr

  • Saúde mental masculina em foco: pesquisa revela desafios

    Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Ideia em parceria com a revista GQ revelou um panorama complexo da saúde mental masculina no Brasil. O levantamento, que ouviu quase 700 homens, apontou que questões como estresse, ansiedade e depressão são cada vez mais comuns entre os brasileiros. A pesquisa também explorou aspectos como autoestima, cuidados com o corpo, sexualidade e a relação com o machismo, oferecendo um retrato detalhado da saúde mental masculina no país.

    Os dados são superlativos: 83% dos homens já vivenciaram o estresse, 74% a ansiedade e 34% a depressão. As principais causas apontadas foram o endividamento e a insatisfação profissional. Curiosamente, apesar desse cenário desafiador, a autoestima masculina é significativa, com 47% se considerando bonitos. No entanto, essa autopercepção positiva não se traduz em uma busca desenfreada por procedimentos estéticos, já que apenas 13% considerariam a cirurgia plástica e 9% o botox.

    A pandemia e as incertezas do momento presente parecem ter impulsionado a busca por bem-estar integral entre os homens. Enquanto 16% já experimentaram a terapia e 65% se mostram abertos a ela, evidenciando um avanço na busca por saúde mental, a saúde física também se destaca como uma preocupação. 89% relataram dores de cabeça e 82% dores nas costas, indicando a necessidade de cuidados em ambas as esferas. A pesquisa ainda revela desigualdades, com homens de classes mais altas apresentando maior índice de atividade física.

    O levantamento igualmente aprofundou a discussão sobre a sexualidade masculina. 25% dos entrevistados enfrentam dificuldades de ereção e 33% lidam com ejaculação precoce. 

    Outro foco relevante foi a percepção dos homens sobre as mulheres. Enquanto a maioria observa qualidades femininas, como inteligência e talento profissional, 44% rejeitam o movimento feminista, contrastando com os 34% que o apoiam.

    A pesquisa também analisou o comportamento dos homens mais jovens. Eles são mais propensos a enviar nudes e consumir pornografia. Por outro lado, é a faixa etária que menos valoriza o sexo físico. Além disso, também são os mais resistentes a buscar terapia. A taxa de estresse entre os jovens alcança 89% desse grupo etário. Apesar disso, 25% deles não procurariam ajuda especializada. 

  • O silêncio dos homens

    O tema da masculinidade tem ganhado cada vez mais espaço nas conversas. Um dos aspectos mais complexos e controversos dessa discussão é o silêncio dos homens. Como abordar essa questão sem cair em estereótipos ou generalizações?

    Em um episódio do Podcast da Semana sobre masculinidades, os convidados Ismael dos Anjos e Guilherme Nascimento Valadares trouxeram insights para essa discussão. Para eles, a sociedade molda os homens a silenciar seus sentimentos, associando a vulnerabilidade à fraqueza.

    A repressão dos sentimentos, pontua Ismael dos Anjos, leva a relações interpessoais mais rígidas e violentas. Valadares, ao afirmar que ser homem tem a ver com responsabilidade, destaca a importância de educar desde cedo para essa questão. Assim, os homens podem compreender que a expressão de emoções não é uma fraqueza, mas sim um sinal de maturidade e saúde emocional.

  • Biografia do silêncio

    Senti raiva ao ler esse livro. Muitas vezes, inclusive. Explico. Geralmente, levo no transporte coletivo um livro com capítulos menores, caso de “Biografia do silêncio”. Assim, posso ficar atento à leitura e ao que me circunda, como observar se meu ponto se aproxima. Entretanto, esse livro é tão bom que mergulhei nele completamente. E quase perdi a parada diversas vezes.
    “Biografia do silêncio” é uma obra de múltiplas qualidades. Ele te ganha tanto pela força do relato quanto por sua escrita poética. O livro desperta uma fome de serenidade, de dias com menos ruído. 
    A prosa de Pablo d’Ors é outra virtude. Seu relato é dominado pelo lirismo. Dá vontade de ler a obra em um único momento. 
    Apesar da boa prosa, abraçar o silêncio não é algo simples. Pablo fala da dificuldade de manter o foco. Não raro, o autor sente tédio ou sua mente se distrai. 
    Se você procura um manual de meditação, esse livro não é para você. Ele não é um guia, não traz um passo a passo. A força do título é mostrar como observar o silêncio pode contribuir para a paz individual. E como isso serve de base para a construção de si.

  • Cada um no seu quadrado

     O Social Distance Dance Club funciona como um espaço para bailar em grupo, embora com distanciamento. Nesse projeto, os participantes ouvem a música em pontos iluminados por luzes coloridas. O músico David Byrne é um dos criadores.

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