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Nesse século, o mundo percebeu que iríamos mais longe se mudássemos a forma como circulamos. De forma gratuita ou com valores bastante convidativos. Desde então, vária localidades começaram a adotar projetos de bicicleta compartilhada.

Seguindo no mesmo fluxo, Brasil também passou a incentivar a bicicleta como modal de transporte. Em 2010, João Pessoa-PB, uma das cidades mais verdes do país, inaugurou seu serviço de locação de bicicletas. Aliás, foi a primeira capital nordestina a contar com um sistema de bicicletas públicas.
A bicicleta, inclusive, pode ser uma excelente alternativa para complementar o transporte público, mas para isso é preciso criar um sistema integrado e eficiente. Não adianta incentivar o uso da bicicleta se os ônibus e metrôs continuarem superlotados e com rotas limitadas. É preciso pensar em como integrar esses diferentes modais para oferecer aos cidadãos opções de transporte mais completas.
Para que mais pessoas utilizem bicicletas como meio de transporte, é fundamental investir em infraestrutura cicloviária adequada, como ciclovias e ciclofaixas. Infelizmente, muitas cidades ainda priorizam o transporte automotivo, e a criação desses espaços exclusivos para ciclistas só acontece após muita pressão da sociedade.
A Holanda, um dos países com maior número de ciclistas e um dos mais seguros para pedalar, construiu essa realidade a partir de uma intensa mobilização popular. A pressão da sociedade civil foi fundamental para que o governo implementasse políticas públicas que incentivassem o uso da bicicleta e investissem em infraestrutura cicloviária
Para incentivar o uso da bicicleta, empresas e governo precisam trabalhar em conjunto. As empresas podem contribuir ao produzir bicicletas dobráveis mais acessíveis, com preços reduzidos através de incentivos fiscais. O governo, por sua vez, deve investir em infraestrutura cicloviária e na integração dos transportes, permitindo que os cidadãos complementem o trajeto de bicicleta com outros modais, como o metrô. Além disso, é fundamental garantir a segurança dos ciclistas, tanto no trânsito quanto com ações de policiamento.
O problema está na prioridade que o Estado dá ao transporte individual. Ao oferecer incentivos à indústria automobilística e investir massivamente em infraestrutura viária, o governo acaba desequilibrando a oferta de transporte, privilegiando os carros em detrimento de outras modalidades mais sustentáveis, como a bicicleta. Além disso, a cobrança de impostos sobre a posse de veículos, e não sobre o seu uso, incentiva a compra de carros e contribui para o congestionamento urbano.
Imagem via Flickr
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No ano passado, a revista Trip se debruçou sobre as vantagens das bicicletas. Coisa de gente “alternativa”? Hoje até os executivos são ciclistas.
***Depois de dez anos de grandes investimentos em infraestrutura, Nova York aumentou em 289% o número de ciclistas da cidade. Para comemorar o fato, eles lançaram um vídeo. -
Um dia offline. Essa é a proposta do projeto Reconnect. Em 2 de setembro, corte o sinal de suas traquitanas eletrônicas e se lance em atividades ao ar livre. A ideia da iniciativa é liberar a mente para produzir criativamente.
Não se trata de uma movimento anti-cibercultura. Você pode, por exemplo, tirar fotos. Só não deve publicá-las no Instagram. No dia seguinte, visite a página do projeto no Facebook e compartilhe sua experiência.
Lembra uma campanha da MTV e a propaganda Desconectar para conectar (vídeos abaixo). A diferença é que o Reconnect tem uma pegada mais focada na produção autoral, e não apenas no consumo de outras mídias ou na socialização.

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A narração robotizada não ajuda, mas a ideia do Serendipitor é promissora. Trata-se de um aplicativo de navegação para iPhone que te joga em rotas alternativas. Ao valorizar desvios, amplia a experiência do usuário: você é levado a lugares que não estava procurando.
Pode-se aumentar ou diminuir a complexidade do percurso, dependendo de quanto tempo dispõe. No caminho, sugestões alternativas pipocam na tela do celular.
No final, o flâneur cibernético ainda pode compartilhar o novo trajeto com seus amigos. O nome do aplicativo vem de Serendipity, palavra que representa as descobertas ao acaso.
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Em um mundo com capacidade para alimentar o dobro de sua população, 3,5 milhões de crianças morrem de desnutrição anualmente. Por isso, o o braço espanhol da ONG Ação Contra a Fome (Accion Contra El Hambre) lançou o site www.experimentocomparte.org.Nele, é possível conferir o estudo que analisou como as pessoas se comportam quando se deparam com a má distribuição de alimentos. Das 20 crianças que participaram, 20 compartilharam.
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Do Centro de mídia cívica do MIT, surgiu um projeto sobre a nobreza do cotidiano. Crónicas de Héroes busca inspirar mostrando histórias de pessoas comuns que praticam o bem, compartilhando ações positivas -atos de bondade, honestidade ou respeito que muitas vezes não são percebidos- que ocorrem em diversas cidades.
O movimento começou mapeando o heroísmo cotidiano de cidades mexicanas marcadas pela violência, mas começa a se espalhar por outros destinos. -
O consumo colaborativo vai além da economia de dinheiro, aponta Gilberto Dimenstein. Ao optar por compartilhar bens e serviços, as pessoas contribuem para um modelo de consumo mais sustentável e colaborativo.
Essa prática, que tem ganhado cada vez mais adeptos, desafia o modelo tradicional de consumo baseado na posse e incentiva a criação de comunidades mais justas e equitativas. Plataformas digitais, como os bancos de tempo, têm sido fundamentais para a disseminação desse novo modelo de consumo.
No site Catrata Livre, Dimenstein listou alguns sites para realizar trocas, pegar emprestado ou compartilhar: Swap (o maior do mundo nesse segmento); WhipCar, ZazCar e ZipCar (compartilhamento de veículos); Campus Aberto (caronas para universitários) e o SnapGoods (aluguel ou empréstimos de diversos produtos).
Veja também: Trecho do livro O que é meu é seu, de Rachel Botsman e Roo Rogers
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Dois cientistas britânicos criaram uma fórmula matemática para encontrar a felicidade: P + 5E + 3A.
“P” corresponde a pessoal (características da visão da vida, adaptabilidade e flexibilidade); “E” mede o que é essencial ou existencial (saúde, estabilidade financeira e amizades); e “A” representa as coisas que o indivíduo considera como “em alta” em sua vida (autoestima, ambições e expectativas).
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Esse é o mote da minha mais nova campanha utilizando o Google Maps. No mapa (link curto: tinyurl.com/adocaoanimais), você encontrará locais em todo o país todo que promovem a adoção de animais.
Nessa empreitada, contei com a importante colaboração do veterinário Geovane Monteiro. Segundo Monteiro, gatos e cães vira-latas ou SRD (sem raça definida, o termo correto) são os mais comuns de serem encontrados em feiras de adoção. Isso decorre do fato de serem também os tipos de cães que normalmente são abandonados e/ou vivem nas ruas.
A adoção de outros tipos de animais é mais rara. No caso de espécies nativas (como aves e primatas), há muito comércio ilegal. Todavia, mesmo quando adquirido de um criador comercial autorizado pelo Ibama, a criação desses animais no meio urbano é reprovável. Não faz sentido retirá-lo do seu habitat natural para que ele viva confinado.
[Links]
Tudo sobre adoções e doações
Os Mandamentos da Posse Responsável de Cães e GatosImagem via Flickr de J. Star
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Visualizar Enchentes-Doações em um mapa maior
Saiba nesse mapa (link curto: tinyurl.com/enchentes) os locais onde pode fazer doações. As chuvas já castigaram 370 municípios no Norte e Nordeste. Mais de um milhão de pessoas foram afetadas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas e Pará.
Em todo o país, diversas entidades (como Correios, Cruz Vermelha, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil), bem como empresas, estão recolhendo doações.
Na dúvida sobre a idoneidade de uma iniciativa, entre em contato com a Defesa Civil de seu estado.
Você pode colaborar com água, alimentos não perecíveis (arroz, feijão, açúcar, óleo, leite em pó, farinha de mandioca e macarrão), medicamentos, roupas, cobertores, lençóis e fraldas.
Ajude também a identificar outros pontos de coleta no mapa.