O calendário de corridas de rua no Brasil fechou 2025 com 5.241 provas realizadas, um aumento de 85% sobre as 2.827 do ano anterior. O levantamento, apresentado no 4º Summit ABRACEO/CBAt, mostra São Paulo na liderança com 1.311 eventos, mas destaca o avanço em outros estados.
Alagoas, por exemplo, foi de 4 para 36 provas (alta de 800%), seguido por crescimentos expressivos em Sergipe (95%), Paraná (93%) e Santa Catarina (71%). Além do volume, houve alta de 47% nas provas com permissão oficial.
O psicólogo Richard Wiseman, em seu livro “59 Segundos”, aponta que cerca de 90% das resoluções de ano novo não são cumpridas. A razão para isso é simples: muitas vezes, nossos objetivos são muito vagos e ambiciosos, o que nos leva a desistir facilmente.
Wiseman propõe um método eficaz para aumentar as chances de sucesso nas nossas resoluções. Em primeiro lugar, é fundamental ter um plano detalhado. Dividir objetivos maiores em metas menores e mais específicas torna a jornada mais gerenciável e nos motiva a continuar. Além disso, é importante estabelecer prazos para cada meta, tornando o processo mais tangível.
Outra dica importante é compartilhar nossos objetivos com outras pessoas. Ao fazer isso, criamos um senso de responsabilidade e contamos com o apoio de nossos amigos e familiares. Quando decidimos desistir, a possibilidade de ter que admitir nosso fracasso para os outros pode nos impulsionar a continuar.
Visualizar os benefícios também é crucial. Ao imaginar como nossa vida será melhor quando alcançarmos nossos objetivos, aumentamos nossa motivação. É importante focar nos aspectos positivos e concretos das mudanças que desejamos.
Por fim, estabelecer recompensas é uma ótima maneira de celebrar nossas conquistas e nos manter motivados. No entanto, é fundamental que as recompensas sejam compatíveis com os nossos objetivos.
Fevereiro Sem Celular propõe a redução do uso de smartphones ao longo do próximo mês. Segundo a Global Solidarity Foundation, usuários consultam o aparelho mais de 200 vezes por dia, em média.
Estudos em saúde mental associam alta frequência de uso a privação de sono, aumento de ansiedade e menor interação social presencial, com maior incidência entre adolescentes e jovens adultos.
À medida que um novo ano se inicia, muitas pessoas traçam resoluções ambiciosas, mas, com o passar do tempo, essas promessas frequentemente ficam pelo caminho. Em vez de focar nos motivos que levam ao abandono dessas metas, o especialista em criatividade Rob Schwartz propõe uma abordagem diferente.
Schwartz, que compartilha suas ideias sobre trabalho, vida e criatividade em sua newsletter RobSchwartzHelps, sugere substituir as resoluções tradicionais por um conceito mais direcionado: o “ano temático”. Em vez de estabelecer vários objetivos rígidos, essa abordagem incentiva a escolha de um tema central que guie suas ações e decisões ao longo do ano. A ideia é simples: defina uma palavra ou conceito que represente aquilo que você deseja cultivar ou explorar nos próximos meses.
Imagine, por exemplo, que este seja o seu “Ano do Aprendizado”. Esse tema poderia direcionar suas escolhas para adquirir novos conhecimentos, como estudar um idioma, praticar uma arte marcial ou se aventurar na culinária.
A chegada do novo ano também marca o início de uma nova campanha, o ‘Janeiro Seco’. O desafio é claro: 30 dias sem consumir álcool.
Refletir sobre a ingestão de bebidas alcoólicas é relevante, ainda mais nos casos em que há excesso. A comunidade científica passou a utilizar o termo “consumo de alta intensidade” para descrever episódios de consumo excessivo e concentrado, que são associados a efeitos mais graves, como apagões e intoxicações. A Pesquisa Nacional de Álcool define essa prática como a ingestão de pelo menos oito bebidas em uma única ocasião nos últimos 12 meses.
Os dados mais recentes do estudo revelam que, enquanto o consumo de alta intensidade diminuiu entre os jovens adultos, ele aumentou entre homens com 30 anos ou mais e mulheres entre 18 e 64 anos. Essa tendência é perigosa, pois beber oito ou mais drinques em pouco tempo pode elevar o nível de álcool no sangue para mais de 0,2%, aumentando drasticamente o risco de acidentes, overdose e até mesmo morte.
As consequências do consumo de alta intensidade vão além dos danos à saúde individual. Esse tipo de consumo está associado a uma série de problemas sociais, como agressões físicas, acidentes de trânsito, danos materiais e problemas de relacionamento. Além disso, estudos indicam que a expectativa de se tornar mais sociável e se divertir com os amigos é um dos principais motivadores para o consumo excessivo de álcool entre os jovens.
É importante ressaltar que o consumo de alta intensidade não se limita a um grupo específico da população. Adultos de meia-idade e idosos também relatam essa prática, muitas vezes como forma de lidar com o estresse.
Importante: Vale ressaltar que esse desafio não precisa ser individual. É fundamental que pessoas com dependência de álcool busquem acompanhamento especializado.
A desorientação afeta muitos homens jovens, levando a consequências graves, como aponta o empreendedor e autor Tim Ferriss em seu blog. Homens têm 4 vezes mais chances de cometer suicídio e 3 vezes mais de sofrer overdose. A evasão escolar masculina é alta, e o percentual de jovens desempregados ou fora da escola triplicou desde 1980.
O isolamento social é outro fator central, alerta Ferriss. 45% dos homens entre 18 e 25 anos nunca abordaram uma mulher pessoalmente. Em aplicativos de namoro, a desigualdade é alta, com 10% dos homens recebendo a maioria das interações. Esse cenário de frustração e solidão aumenta a suscetibilidade a conteúdos extremistas e misóginos.
Mas como mudar esse cenário, de forma prática? Scott Galloway, professor e investidor de sucesso, propõe um método de mentoria focado em quatro pilares: preparo físico, nutrição, finanças e trabalho. A questão também é abordada em seu novo livro, “Notes on Being a Man”.
O processo começa com uma análise honesta da rotina. O principal ativo de um jovem é o tempo, mas ele é frequentemente consumido por telas (redes sociais, pornografia, jogos). A estratégia é realocar essas horas para atividades produtivas. O plano de ação inclui três etapas:
“A felicidade não é uma coisa que aniquila a dor. Não dá para dizer ‘não vou ter mais sofrimentos, só vou ser feliz’. A verdadeira felicidade é você perceber que a beleza é um processo contínuo. Se alguma coisa me magoa, eu fico triste. Eu não posso ficar alegre com a tristeza. Faz parte da experiência humana sentir saudade, amor, ternura, ficar triste, ter medo da morte. É trabalhar o que está acontecendo com você e não negar, não iludir. Não adianta querer cobrir com um véuzinho muito fino aquilo que é a nossa verdade.”
– Coen Rōshi, monja zen budista.
Na trajetória do contentamento, encontramos várias emoções, nem todas positivas. Para a monja zen-budista Coen, a felicidade está associada à sabedoria ou compreensão superior. “É um estado de deslumbramento com a vida, mesmo na dor, no sofrimento”, define.
Aliás, monja Coen desconstrói um mito recorrente: acreditar que ser zen é levar uma vida sem desafios. “A indignação e a raiva são maravilhosas porque são elas que nos motivam a querer uma ação de transformação”, reflete.
Obviamente, isso não significa alimentar rancores ou viver em embate permanente. A ideia é canalizar sentimentos desafiadores de forma positiva. Como dar um basta em um relacionamento ruim e seguir em busca de conexões mais benéficas.
Por outro lado, reconhecer nossos sentimentos menos pacíficos não deve representar justificativa para ser dominado por eles. Um caminho para serenar a mente é a meditação. Fato, inclusive, comprovado por pesquisas científicas. “As práticas meditativas levam a um estado de compaixão e isso é comprovado materialmente nos neurônios. Eles são plásticos e, assim como os músculos, podem ficar mais fortinhos se começarmos a procurar no outro alguma coisa boa”, avalia Coen.
Por fim, para encontrar a felicidade, não podemos esquecer dos cuidados com a parte física. “Somos uma unidade, nosso corpo e nossa mente estão unidos”, sinaliza Coen.
Em sua versão mais recente, o relógio da Samsung trouxe uma função diferente, o “índice antioxidante”. A proposta é estimar como anda sua alimentação, especificamente o consumo de frutas e vegetais.
Funciona assim: o relógio mede os carotenoides na pele, pigmentos que dão cor à cenoura ou ao espinafre. Ter uma boa concentração deles na pele sugere que você consome adequadamente esses nutrientes, que são antioxidantes e combatem o envelhecimento celular.
O relógio então te dá uma nota, baseada nos seus hábitos das últimas semanas. Mas o detalhe principal é o jeito de medir: você precisa tirar o relógio do pulso. A leitura é feita com o polegar pressionado no sensor. Se deixar no punho, os vasos sanguíneos atrapalham e o resultado não é confiável.
Antes, jovens adultos pareciam ter uma idade biológica mais avançada que sua idade cronológica. Hoje, parece ocorrer o inverso. Essa mudança inspirou um texto no jornal O Globo. A matéria avalia que, até a década de 1990, era comum observarmos uma relação direta entre idade, estado civil, profissão e comportamento social. Atualmente, essa correlação se enfraquece, abrindo espaço para a expressão individual e a autorrealização. Uma das especialistas entrevistadas é a antropóloga Mirian Goldenberg. Para ela, há maior liberdade na escolha do estilo de vida, vestuário e atividades de lazer, sem se prender a rótulos ou expectativas pré-definidas. A idade torna-se menos relevante na definição da identidade individual, cedendo lugar a valores e interesses pessoais.
O Meio e Mensagem publicou um extensa matéria sobre a solidão, questão que, em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como ameaça global à saúde pública. O isolamento social crescente, observado em grande parte da população adulta, tem impactos severos na saúde física e mental, comparáveis aos riscos do tabagismo.
A solidão é um sintoma de uma sociedade com conexões fragilizadas, afetando a produtividade, o engajamento e a confiança nas instituições. As causas são multifacetadas, incluindo a dificuldade em lidar com adversidades, a carência de habilidades sociais e o paradoxal efeito da tecnologia, que, apesar de conectar, muitas vezes reduz as interações reais e a qualidade dos vínculos.
Mulheres, idosos e jovens são grupos particularmente vulneráveis. Há esforços globais para abordar o problema, como a criação de ministérios dedicados à solidão em alguns países, visando combater fenômenos como mortes solitárias e o isolamento social extremo entre jovens.
A solidão é um desafio de saúde pública, mas há passos práticos para mudar isso. Primeiro, admita para si mesmo que está se sentindo solitário. Depois, comece a buscar conexões no dia a dia. Inscreva-se em um curso, comece um novo hobby em grupo ou chame um conhecido ou familiar para alguma atividade, como cinema ou cafeteria. Priorize o tempo cara a cara em vez das telas. É normal sentir receio, mas dar o primeiro passo para interagir é fundamental para reconstruir seus laços.