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  • Álcool em excesso: o que é o consumo de alta intensidade e por que ele é tão perigoso?

    A chegada do novo ano também marca o início de uma nova campanha, o ‘Janeiro Seco’. O desafio é claro: 30 dias sem consumir álcool.

    Refletir sobre a ingestão de bebidas alcoólicas é relevante, ainda mais nos casos em que há excesso. A comunidade científica passou a utilizar o termo “consumo de alta intensidade” para descrever  episódios de consumo excessivo e concentrado, que são associados a efeitos mais graves, como apagões e intoxicações. A Pesquisa Nacional de Álcool define essa prática como a ingestão de pelo menos oito bebidas em uma única ocasião nos últimos 12 meses. 

    Os dados mais recentes do estudo revelam que, enquanto o consumo de alta intensidade diminuiu entre os jovens adultos, ele aumentou entre homens com 30 anos ou mais e mulheres entre 18 e 64 anos. Essa tendência é perigosa, pois beber oito ou mais drinques em pouco tempo pode elevar o nível de álcool no sangue para mais de 0,2%, aumentando drasticamente o risco de acidentes, overdose e até mesmo morte. 

    As consequências do consumo de alta intensidade vão além dos danos à saúde individual. Esse tipo de consumo está associado a uma série de problemas sociais, como agressões físicas, acidentes de trânsito, danos materiais e problemas de relacionamento. Além disso, estudos indicam que a expectativa de se tornar mais sociável e se divertir com os amigos é um dos principais motivadores para o consumo excessivo de álcool entre os jovens.

    É importante ressaltar que o consumo de alta intensidade não se limita a um grupo específico da população. Adultos de meia-idade e idosos também relatam essa prática, muitas vezes como forma de lidar com o estresse.

    Importante: Vale ressaltar que esse desafio não precisa ser individual. É fundamental que pessoas com dependência de álcool busquem acompanhamento especializado.

    Imagem via Flickr

  • Conselhos para homens jovens

    A desorientação afeta muitos homens jovens, levando a consequências graves, como aponta o empreendedor e autor Tim Ferriss em seu blog. Homens têm 4 vezes mais chances de cometer suicídio e 3 vezes mais de sofrer overdose. A evasão escolar masculina é alta, e o percentual de jovens desempregados ou fora da escola triplicou desde 1980. 

    O isolamento social é outro fator central, alerta Ferriss. 45% dos homens entre 18 e 25 anos nunca abordaram uma mulher pessoalmente. Em aplicativos de namoro, a desigualdade é alta, com 10% dos homens recebendo a maioria das interações. Esse cenário de frustração e solidão aumenta a suscetibilidade a conteúdos extremistas e misóginos.

    Mas como mudar esse cenário, de forma prática? Scott Galloway, professor e investidor de sucesso, propõe um método de mentoria focado em quatro pilares: preparo físico, nutrição, finanças e trabalho. A questão também é abordada em seu novo livro, “Notes on Being a Man”. 

    O processo começa com uma análise honesta da rotina. O principal ativo de um jovem é o tempo, mas ele é frequentemente consumido por telas (redes sociais, pornografia, jogos). A estratégia é realocar essas horas para atividades produtivas. O plano de ação inclui três etapas:

    • Movimento: Praticar exercícios físicos regularmente.
    • Trabalho: Gerar renda, mesmo em empregos temporários, para construir independência.
    • Resiliência: Colocar-se em situações sociais desconhecidas para aprender a tolerar a rejeição.

    Galloway também propõe um conjunto de diretrizes chamado SCAFA, que aponta o que realmente sustenta o bem-estar. O método tem como base:

    • Suor (Sweat): O exercício atua como um “reset” para o sistema.
    • Comer limpo (Clean eating): Evite excessos e opte por comida caseira.
    • Abstinência (Abstinence): Abdique de substâncias viciantes.
    • Família (Family): Passe tempo com entes queridos.
    • Afeto (Affection): Conecte com pessoas e animais.
  • As muitas emoções de uma mente serena

    “A felicidade não é uma coisa que aniquila a dor. Não dá para dizer ‘não vou ter mais sofrimentos, só vou ser feliz’. A verdadeira felicidade é você perceber que a beleza é um processo contínuo. Se alguma coisa me magoa, eu fico triste. Eu não posso ficar alegre com a tristeza. Faz parte da experiência humana sentir saudade, amor, ternura, ficar triste, ter medo da morte. É trabalhar o que está acontecendo com você e não negar, não iludir. Não adianta querer cobrir com um véuzinho muito fino aquilo que é a nossa verdade.”

    – Coen Rōshi, monja zen budista.

    Na trajetória do contentamento, encontramos várias emoções, nem todas positivas. Para a monja zen-budista Coen, a felicidade está associada à sabedoria ou compreensão superior. “É um estado de deslumbramento com a vida, mesmo na dor, no sofrimento”, define.

    Aliás, monja Coen desconstrói um mito recorrente: acreditar que ser zen é levar uma vida sem desafios. “A indignação e a raiva são maravilhosas porque são elas que nos motivam a querer uma ação de transformação”, reflete.

    Obviamente, isso não significa alimentar rancores ou viver em embate permanente. A ideia é canalizar sentimentos desafiadores de forma positiva. Como dar um basta em um relacionamento ruim e seguir em busca de conexões mais benéficas.

    Por outro lado, reconhecer nossos sentimentos menos pacíficos não deve representar justificativa para ser dominado por eles. Um caminho para serenar a mente é a meditação. Fato, inclusive, comprovado por pesquisas científicas. “As práticas meditativas levam a um estado de compaixão e isso é comprovado materialmente nos neurônios. Eles são plásticos e, assim como os músculos, podem ficar mais fortinhos se começarmos a procurar no outro alguma coisa boa”, avalia Coen.

    Por fim, para encontrar a felicidade, não podemos esquecer dos cuidados com a parte física. “Somos uma unidade, nosso corpo e nossa mente estão unidos”, sinaliza Coen.

    Imagem via Flickr

  • Galaxy Watch 8 agora mede antioxidantes na pele

    Em sua versão mais recente, o relógio da Samsung trouxe uma função diferente, o “índice antioxidante”. A proposta é estimar como anda sua alimentação, especificamente o consumo de frutas e vegetais.

    Funciona assim: o relógio mede os carotenoides na pele, pigmentos que dão cor à cenoura ou ao espinafre. Ter uma boa concentração deles na pele sugere que você consome adequadamente esses nutrientes, que são antioxidantes e combatem o envelhecimento celular.

    O relógio então te dá uma nota, baseada nos seus hábitos das últimas semanas. Mas o detalhe principal é o jeito de medir: você precisa tirar o relógio do pulso. A leitura é feita com o polegar pressionado no sensor. Se deixar no punho, os vasos sanguíneos atrapalham e o resultado não é confiável.

  • Novas formas de envelhecer

    Antes, jovens adultos pareciam ter uma idade biológica mais avançada que sua idade cronológica. Hoje, parece ocorrer o inverso. Essa mudança inspirou um texto no jornal O Globo. A matéria avalia que, até a década de 1990, era comum observarmos uma relação direta entre idade, estado civil, profissão e comportamento social. Atualmente, essa correlação se enfraquece, abrindo espaço para a expressão individual e a autorrealização. 
    Uma das especialistas entrevistadas é a antropóloga Mirian Goldenberg. Para ela, há maior liberdade na escolha do estilo de vida, vestuário e atividades de lazer, sem se prender a rótulos ou expectativas pré-definidas. A idade torna-se menos relevante na definição da identidade individual, cedendo lugar a valores e interesses pessoais.

    Imagem via Flickr

  • Isolamento social e o impacto invisível da solidão

    O Meio e Mensagem publicou um extensa matéria sobre a solidão, questão que, em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como ameaça global à saúde pública. O isolamento social crescente, observado em grande parte da população adulta, tem impactos severos na saúde física e mental, comparáveis aos riscos do tabagismo.

    A solidão é um sintoma de uma sociedade com conexões fragilizadas, afetando a produtividade, o engajamento e a confiança nas instituições. As causas são multifacetadas, incluindo a dificuldade em lidar com adversidades, a carência de habilidades sociais e o paradoxal efeito da tecnologia, que, apesar de conectar, muitas vezes reduz as interações reais e a qualidade dos vínculos.

    Mulheres, idosos e jovens são grupos particularmente vulneráveis. Há esforços globais para abordar o problema, como a criação de ministérios dedicados à solidão em alguns países, visando combater fenômenos como mortes solitárias e o isolamento social extremo entre jovens.

    A solidão é um desafio de saúde pública, mas há passos práticos para mudar isso. Primeiro, admita para si mesmo que está se sentindo solitário. Depois, comece a buscar conexões no dia a dia. Inscreva-se em um curso, comece um novo hobby em grupo ou chame um conhecido ou familiar para alguma atividade, como cinema ou cafeteria. Priorize o tempo cara a cara em vez das telas. É normal sentir receio, mas dar o primeiro passo para interagir é fundamental para reconstruir seus laços.

  • Da frustração ao radicalismo: a masculinidade tóxica na internet

    A minissérie “Adolescência” aborda a masculinidade tóxica e o impacto da internet na formação de grupos incels, homens que culpam as mulheres por suas frustrações amorosas. Nos fóruns incels, a rejeição ao público feminino e a inveja de homens com relacionamentos bem-sucedidos são temas centrais. Embora alguns utilizem esses espaços para buscar apoio para sua solidão, muitos acabam reforçando discursos de misoginia e ressentimento.

    A produção também destaca como a disseminação online desses sentimentos alimenta a crença em um destino predestinado ao fracasso. A série exemplifica essa visão com a ‘regra do 80/20’, segundo a qual a maioria das mulheres se interessaria apenas por uma minoria de homens.

    Especialistas alertam para a necessidade de suporte em saúde mental para esses jovens, que tendem a supervalorizar atributos superficiais e subestimar qualidades como gentileza e lealdade.

    Imagem via Flickr

  • Do pulso ao coração: 10 anos de Apple Watch

    Hoje, 24 de abril de 2025, o Apple Watch completa dez anos. Para comemorar a primeira década do relógio, a Apple promove hoje o evento “Close Your Rings Day”, com prêmios digitais e pins comemorativos disponíveis nas lojas.

    Ao longo dos anos, o recurso já ganhou várias melhorias. Por isso, vale a pena conferir o vídeo da CNET, que faz um resgate da trajetória do dispositivo.

    Pensado inicialmente como um acessório multifuncional voltado para atividades físicas e comunicação, o relógio da Apple passou por uma transformação significativa, consolidando-se como uma ferramenta de saúde e bem-estar. Com o tempo, os modelos ganharam recursos avançados, como GPS integrado, monitoramento de frequência cardíaca, eletrocardiograma (ECG), detecção de quedas e rastreamento do sono. 

    O dispositivo também se destacou por permitir mais independência do smartphone, oferecendo funcionalidades como notificações, chamadas, navegação e localização do iPhone. De fato, alguns pais norte-americanos têm optado por presentear os filhos com um Apple Watch como forma de reduzir o uso excessivo de telas.

    O vídeo da CNET também vislumbra os possíveis próximos caminhos do equipamento, como a chegada do monitoramento de glicose no sangue. 

    Curiosamente, esse não foi o primeiro “Apple Watch” da empresa. Em 1995, um relógio promocional (acima) foi lançado junto com o sistema Macintosh 7.5.

  • Autocuidado masculino

    O autocuidado é mais do que um momento de relaxamento: ele engloba hábitos que promovem o bem-estar físico e mental. Quando praticamos o autocuidado, estamos investindo em nossa saúde e em nossa felicidade a longo prazo.

    Por isso é relevante? Vivemos em um mundo acelerado, repleto de demandas e responsabilidades. Os homens, muitas vezes, se veem sobrecarregados e tendem a negligenciar suas próprias necessidades. O autocuidado é uma forma de contrapor essa realidade, oferecendo um momento para recarregar as energias e cuidar de si mesmo.

    Algumas ideias para incorporar o autocuidado na sua rotina:

    • Escrita: Ao colocar seus pensamentos no papel, você se conecta consigo mesmo. Use seu diário como um espaço seguro para explorar suas emoções, refletir sobre suas experiências e descobrir o que realmente importa para você.
    • Alongamento: Começar o dia com alguns alongamentos pode te deixar mais energizado e aliviar tensões musculares.
    • Meditação: Essa prática milenar ajuda a reduzir o estresse e aumentar a concentração. Existem diversos aplicativos e vídeos disponíveis para te guiar nesse processo.
    • Atividade física: Praticar exercícios físicos regularmente é fundamental para a saúde física e mental. Encontre uma atividade que você goste e faça dela um hábito.
    • Alimentação saudável: Uma dieta equilibrada fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
    • Sono de qualidade: Dormir bem é essencial para a recuperação física e mental.
    • Tempo para si mesmo: Reserve um tempo do seu dia para fazer algo que você gosta, seja ler um livro, ouvir música ou simplesmente relaxar.
    • Cuidados com a pele: A pele é o maior órgão do corpo e merece cuidados especiais. Invista em produtos de higiene e hidratação adequados para o seu tipo de pele.
  • Calculadora de calorias

    Você já se perguntou quantas calorias você realmente precisa consumir por dia? A obsessão pelo peso muitas vezes nos leva a buscar dietas restritivas e pouco eficazes a longo prazo. No entanto, a saúde vai muito além dos números na balança. O Índice de Massa Corporal (IMC), que leva em consideração tanto a altura quanto o peso, é um indicador mais preciso do estado nutricional e dos riscos à saúde.

    O IMC nos permite identificar se estamos  com peso saudável. Além disso, o IMC nos ajuda a entender melhor nossas necessidades nutricionais.

    Porém, é necessário frisar que nosso corpo é único e nossas necessidades energéticas variam ao longo da vida, dependendo de fatores como idade, sexo, nível de atividade física e composição corporal. É por isso que a ferramenta do jornal Globo, que calcula a necessidade calórica individual, é útil. Ao fornecer informações personalizadas, ela nos ajuda a ajustar a alimentação às nossas necessidades, evitando excessos ou deficiências nutricionais.

    Para utilizar a calculadora, basta inserir seus dados pessoais como altura, peso, idade e nível de atividade física. A ferramenta irá gerar um resultado estimado da quantidade de calorias que você precisa consumir por dia para manter um peso saudável.

    É importante lembrar: a calculadora é apenas uma estimativa. O resultado deve ser utilizado como um ponto de partida. É fundamental consultar um nutricionista para uma avaliação individualizada e um plano alimentar personalizado.

    Imagem via Flickr

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