Compensar carbono resolve o problema?

Os créditos de carbono podem representar coisas bastante diferentes. Alguns financiam projetos que retiram carbono da atmosfera, enquanto outros se baseiam em emissões que teriam sido evitadas. Essa distinção importa porque os resultados não são equivalentes.

Projetos florestais, por exemplo, precisam garantir que o carbono permaneça armazenado por muitos anos. Incêndios ou novo desmatamento podem comprometer parte desse benefício. Em outros casos, surge a dúvida sobre adicionalidade: é preciso demonstrar que a redução de emissões realmente dependeu do financiamento obtido com os créditos e não ocorreria de qualquer maneira.

Também há problemas de integridade quando a mesma redução é contabilizada mais de uma vez. Por isso, compromissos climáticos mais robustos colocam primeiro a redução das próprias emissões. A compensação entra depois, sobretudo para lidar com a parcela que permanece difícil de eliminar, dando preferência a remoções de carbono que possam ser mantidas por longos períodos.

Publicado por Cadé Conteúdo

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