Sim, principalmente quando produtos descartáveis podem ser substituídos por opções reutilizáveis. O benefício, porém, depende do uso: uma garrafa ou um recipiente durável precisa permanecer em circulação por tempo suficiente para compensar sua fabricação.
A redução também é relevante porque muitos plásticos permanecem no ambiente por longos períodos e podem se fragmentar em partículas menores. Por isso, números exatos sobre o tempo necessário para sua decomposição devem ser vistos como estimativas, e não como prazos universais.
No Brasil, a reciclagem ainda absorve apenas parte do material consumido. Em 2024, o índice de reciclagem mecânica foi de 21% para o conjunto dos plásticos e chegou a 24,4% entre as embalagens plásticas pós-consumo. O levantamento, realizado pela MaxiQuim e encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, acompanha especificamente a reciclagem mecânica, portanto seus percentuais não devem ser confundidos com a taxa de reciclagem de todo o lixo urbano.
Isso não significa que todo plástico deva ser eliminado. Em usos médicos e em situações nas quais o material cumpre uma função de proteção ou segurança, a substituição precisa considerar desempenho e risco. No cotidiano, a medida mais consistente é evitar descartáveis quando existe uma alternativa reutilizável que realmente será usada por bastante tempo.