O sorriso que nos devolve

Eu já gostava de Luis Fernando Verissimo sem saber. Ele estava entre os redatores da TV Pirata, o melhor programa humorístico que a televisão brasileira já teve.

Mais tarde, quando fomos devidamente apresentados, Verissimo virou leitura diária. Aliás, foi por causa dele que passei a ler todos os dias. Ele me revelou que boa literatura não precisa ser difícil ou árida. Seu texto era leve, divertido, mas ia além do riso. Não se tratava de debochar dos outros: era sorrir diante do que nos revela, reconhecendo nossas manias e contradições.

Dos livros, migrei para o jornal. Suas crônicas se tornaram um hábito indispensável.

Obrigado, Verissimo, por ter nos oferecido um espelho no qual podíamos nos olhar sem medo. Nele, aprendemos a rir de nós mesmos.