O fim do e-mail, uma conversa sem fim

Recentemente, uma empresa ganhou destaque ao prometer eliminar o e-mail da comunicação interna. Por sua natureza agnóstica, o e-mail é fácil de usar: basta saber o endereço de quem receberá a mensagem. Diferente de redes sociais e aplicativos que exigem cadastro em um mesmo ambiente, ele permite comunicação aberta. Além disso, seu custo reduzido, a capacidade de enviar arquivos e as opções de backup facilitam sua adoção.

Por outro lado, a praticidade incentiva o envio exagerado de mensagens. Muitas conversas que poderiam ser rápidas acabam gerando longas trocas por e-mail. A checagem constante da caixa de entrada pode diminuir a produtividade, e em vários casos, telefonemas ou mensagens curtas seriam mais eficazes. Ainda existe resistência a novas plataformas digitais, mesmo quando são gratuitas e semelhantes às tradicionais.

O uso intenso de e-mail em smartphones corporativos criou o fenômeno “crackberry” – a dependência da verificação contínua. Além disso, a sobrecarga é vista como indicador de relevância profissional.

Embora se diga que o e-mail está com os dias contados, especialmente por ser menos popular entre jovens que preferem interações rápidas. Ademais, tentativas de substituí-lo, como o Google Wave, não tiveram sucesso, possivelmente por complicar o simples.

Na prática, o e-mail não deveria ser o único canal nas empresas. Wikis, redes sociais internas e outras ferramentas devem ser avaliadas conforme o perfil da equipe e os objetivos organizacionais. Como destacou McLuhan, o meio é a mensagem.

Uma resposta a “O fim do e-mail, uma conversa sem fim”

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