Estudos recentes sugeriam estar próximos de desvendar a natureza da consciência, do pensamento e das experiências humanas. No entanto, essas pesquisas enfrentam limitações, pois, como argumenta o filósofo Alva Noë, as respostas não estão restritas apenas ao cérebro.
Em seu livro Out of Our Heads: Why You Are Not Your Brain, and Other Lessons From the Biology of Consciousness (vídeo abaixo), Noë, especialista em percepção e consciência, propõe expandir o debate para além da neurociência convencional, acrescentando novas dimensões à compreensão do fenômeno.
O biólogo molecular e laureado com o Nobel, Francis Crick, afirmou certa vez: “Você, suas alegrias e tristezas, suas memórias e ambições, seu senso de identidade pessoal e livre arbítrio são, de fato, não mais do que o comportamento de um vasto conjunto de células nervosas e moléculas.”
Embora reconheça o mérito de Crick em chamar a atenção para o tema, Noë considera suas conclusões equivocadas e potencialmente perigosas.
Para ele, o estudo da consciência deve integrar diversas áreas do conhecimento: ciências comportamentais, matemática, linguística, robótica, inteligência artificial, filosofia, além da própria neurociência. “Não se pode reduzir a vida humana à atividade cerebral isolada. É fundamental compreender a vida da pessoa em seu contexto”, explica.
Alva Noë apresenta seu livro no Google

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