Como busco não ser um blogueiro mesquinho, sempre que posso procuro interagir com outras pessoas: pedindo dicas, recebendo sugestões de pautas, propondo debates, recebendo autores convidados etc. Além de ampliar as visões, possibilita divulgar o trabalho de outras pessoas.
Nesse conceito de blog “código aberto”, inauguro outra seção. Quando visitar uma cidade, vou divulgar um texto sobre ela. Não apenas versar sobre os pontos turísticos, mas também descobrir o que é menos visado, mas que pode ser agradável ser descoberto.
Na estreia, texto do biólogo Alexander Vieira sobre Manaus-AM.
Manaus é uma cidade de cerca de 1.700.000 habitantes e em parte não foge muito a regra de qualquer cidade grande: um mundo urbano de concreto com seus prédios, carros, trânsitos complicados, shoppings etc. Na questão da estrutura física, como qualquer outra cidade grande, Manaus tem de tudo para todos os gostos: Shoppings, restaurantes, baladas (de todos os tipos para todas as tribos), cinema, teatro, eventos culturais etc. Claro que proporcionalmente ao tamanho da cidade.
No final das contas, hoje em dia, o que faz uma cidade especial não é tanto sua estrutura física e sim sua localização geográfica e principalmente as pessoas que vivem ali, sua cultura e seus costumes.
Apesar de Manaus ser uma cidade grande, as pessoas ainda guardam um ar de simplicidade interiorana, isso pode ser porque migrações dos interiores são constantes e recentes e/ou porque a cidade cresceu muito rapidamente após a instituição da Zona Franca e não houve tempo das pessoas perderem essa característica (tomara que não percam).
Manauaras são bastante calorosos e amistosos, destaque faço ao jeito todo especial de falar que mostra bem isso, por exemplo, quando conversamos com alguém ouvimos coisas como “Meu amor, você tem que fazer assim” ou “Paixão, isso é assim”. É difícil de explicar, existe uma “amorozidade” bem particular no jeito de ser e falar. Só vivenciando para entender.
Manaus é uma cidade quente (coloca quente nisso). Se digitar o nome da cidade na busca do Twitter verá que um dos assuntos principais (se não o principal) é o calor, mas não poderia ser diferente devido a localização geográfica do município. Então, andando por aqui é sempre bom não esquecer de usar protetor solar e andar com uma garrafinha de água.
Turismo
Entretanto, essa localização geográfica é bem interessante do ponto de vista turístico porque a cidade está no coração da floresta amazônica com muitos atrativos para visitação. Além de museus, centros culturais etc., você pode visitar o rio Negro, os banhos/balneários nas estradas e nas cidades vizinhas; é muito fácil ir para Presidente Figueiredo e usufruir dos inúmeros atrativos naturais, como as famosas cachoeiras desse município.
Uma coisa que percebo é que o turista comum acaba não aproveitando todo o potencial turístico da região por desconhecer outras opções. Pode-se fazer muita coisa sem gastar muito.
Vale falar também da culinária local, com pratos feitos com os peixes da região, uma delícia. Cuidado com um peixe chamado jaraqui, pois dizem que “quem come jaraqui não sai mais daqui”.
Não se pode, também, deixar de tomar um bom Café Regional com tapioca, cuscuz, bolos, macaxeira, pamonha, pupunha etc. Quem não comer pão e/ou tapioca com tucumã não veio a Manaus. Também não pode deixar de provar o tacacá.
Manaus também é uma cidade cosmopolita. Com sua economia vibrante e crescente, atrai gente de todo o lugar do país: você anda pela cidade e vai ouvindo sotaques diferentes e vai vendo jeitos diferentes.
Alexander Vieira
Biólogo, 28 anos, mora há 2 anos em Manaus trabalhando no Centro Regional de Manaus do Sistema de Proteção da Amazônia
(www.sipam.gov.br) e é colaborador da Associação Ocareté (ocarete.org.br).
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