Qual o preço da sua beleza?

Acima, The Story of Cosmetics. O documentário revela do que são feitos os produtos de beleza. Muitos deles contém substâncias químicas tóxicas. Poderiam, inclusive, causar câncer. Mesmo produtos para bebês contém substâncias danosas. O vídeo faz parte do projeto Story of Stuff, que já lançou um documentário sobre nossos padrões de consumo.

Para piorar, termos como orgânico ou natural são empregados sem critério. Para evitá-los, você pode visitar o site http://safecosmetics.org/ e encontrar dicas de produtos confiáveis.

(Vale a pena conferir essa extensa matéria da revista Época Negócios sobre o “mercado verde”)

Para alcançar o ideal de beleza, há quem procure atalhos. Se a rotina de exercícios não se traduz rapidamente em resultados “visíveis”, jovens optam por anabolisantes (“bombas”) para acelerar o processo.

A indústria da informação contribui, produzindo programas de tv e editando revistas que disseminam uma preocupação excessiva com a beleza, e não com saúde. Flertam, inclusive, com problemas. Apresentadores legitimam shakes milagrosos. Revistas trazem na capa dicas de dietas revolucionárias, em que chás verdes fazem você perder peso em pouco tempo.

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, faz a ressalva: prescrever dieta é coisa de médico.

É uma busca infundada (e cara). Conheço mulheres que pagam altíssimos valores por cosméticos importados. Por outro lado… Certa vez, vi uma entrevista em que uma modelo brasileira defendia as opções nacionais. Isso porque os produtos internacionais foram feitos para um público específico (pele, etnia etc.), para serem usados em determinado clima. Por isso, não seriam adequados para a realidade nacional.

Fora de moda

A moda feminina apresenta um apetite voraz. Cria seguidamente novas tendências. A antenada de hoje pode ser a cafona de amanhã. Perdem a medida: aceitam tudo que é novo sem pensar se isso se adequa ao seu estilo pessoal. Nossa indumentária é a primeira forma de nos comunicarmos.

Em programas de beleza, desses que analisam e reconstroem “looks”, muitas pessoas são ridicularizadas no processo. O discurso é paradoxal: a moda tem a ver com atitude, por isso recomenda-se que o estilo único deve ser perseguido, cada um deve usar o que achar confortável, adequado ao seu perfil. Por outro lado, no momento da “reconstrução’ do visual, as peças e acessórios são utilizados de acordo com o que é tendência do momento. Fato curioso: num desses programas, geralmente a personal stylist recomenda um terninho às participantes. Entretanto, nunca vi essa apresentadora usando uma dessas peças.

Não me leve a mal, isso não é um levante contra o mundo “fashion”. Do contrário. É um segmento de grande capacidade criativa. Ademais, pesquisas nessa área prometem entregar ótimas opções, como tecidos que evitam o mau cheiro ou que ajudam a cicatrizar ferimentos.

Todavia, me choca a crueldade como alguns se entregam a esse processo. O importante não é a qualidade de vida, mas sim a beleza identificável e, por isso, elogiável. “Isso é um retrato dessa cultura que enxerga o corpo como capital. Saúde é o que mostramos, o que aparece, não é mais o que somos interiormente ou ausência de dor” (Mirian Goldenberg, antropóloga).

Os altos e baixos da balança são acompanhados com atenção. Quem tomba, não raro é alvo de chacota. Mesmo quem venceu momentaneamente a batalha, se sente seguro para ridicularizar os outros. Daí surge a baleia Mariah Carey. Até uma mulher que pariu recentemente (Ivete Sangalo) deve retomar prontamente ao seu estado de “beleza”.

Claro, isso não vem de hoje. O buraco é mais embaixo. Deixo vocês com um trecho de um artigo da antropóloga Mirian Goldenberg:

“[…]Enquanto as meninas estão de rosa da cabeça aos pés, os meninos vestem azul, verde, amarelo, vermelho, preto, cinza, laranja, branco e, até, algumas vezes, rosa.
Eles não são apenas mais livres no uso de cores, mas correm, brincam, gritam, jogam, se sujam e se machucam muito mais do que elas.
[…]No blog PinkStinks, duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de “pinkification” das meninas: a onipresença da cor rosa.
Elas acreditam que o fenômeno vai muito além da cor.
Dizem que a cultura do rosa, imposta às meninas desde o berço, é baseada no culto da beleza, do corpo, da aparência, da magreza, em detrimento da inteligência.
Apesar de parecer inofensivo, dizem, o rosa simboliza a cultura da celebridade, fama, riqueza e da obsessão pela imagem, que aprisiona e limita as aspirações das meninas sobre o que podem ser e realizar quando se tornarem mulheres.”

Dica de vídeo via Zumo.

Move-it: monte seu próprio carrinho de compras

Move-it é um kit de peças de papelão para criar suportes móveis. Criado por David Warwick Graham, o carrinho customizável pode transportar cargas de até 20 kg. Quando não puder ser mais utilizado, é só reciclar o material.

Abaixo, vídeo demonstrativo.

Arte reciclada: escultura de celular feita com lixo eletrônico

Na criação dessa escultura, foram usados celulares obsoletos. É apenas um exemplo da arte reciclada que pode encontrar nesse link.

Ainda sobre o assunto, vale conferir essa ciclovia australiana feita com cartuchos de tinta de impressora (dica via @design_se).