Como criar arco-íris

Michael Jones McKean, professor do departamento de artes da Universidade Virginia Commonwealth, é o criador do projeto The Rainbow Project. Trata-se de uma máquina, movida a energia solar, que fabrica arco-íris. Ele reaproveita água da chuva, que é lançada ao ar para gerar o arco-celeste.

Os skatistas do Afeganistão

Skateistan: To Live and Skate in Kabul, curta que segue um grupo de jovens no Afeganistão.  Eles frequentam a  Skateistan, uma escola de skate mantida por voluntários internacionais. Direção de Orlando von Einsiedel.

Informações via Dazed. Vale a pena conferir os outros dois curtas do projeto Diesel New Voices: The Boys From Ponta Preta (kitesurf na África) e Cult Youth (quadrinhos alternativos na China).

Consumo colaborativo

A tendência a trocar ou alugar em vez de comprar foi batizada de consumo colaborativo. Isso tem feito cada vez mais gente ganhar ou economizar dinheiro. Em certos casos, muito dinheiro.
Estão se disseminando até bancos para administrar a troca de serviços, num complexo sistema de crédito e débito de tempo.

Gilberto Dimenstein escreve na Folha sobre o escambo digital (acesso exclusivo para assinantes do jornal e do portal UOL). No site Catrata Livre, ele listou alguns sites para realizar trocas, pegar emprestado ou compartilhar: Swap (o maior do mundo nesse segmento); WhipCarZazCarZipCar (compartilhamento de veículos); Campus Aberto (caronas para universitários) e o SnapGoods (aluguel ou empréstimos de diversos produtos).

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Trecho do livro O que é meu é seu, de Rachel Botsman e Roo Rogers

É possível ser feliz nas cidades?

A integração é a única solução para as cidades. Em Londres, não temos favelas. Mas temos pessoas vivendo em habitações sociais, que são subsidiadas pelo governo. São prédios privados, nos quais o governo pode colocar pessoas pobres na porta ao lado de alguém muito rico. Um área só para ricos contraria a ideia de cidade.
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O sistema londrino obriga bairros ricos a terem habitações sociais. Esse tipo de sistema já é aplicado na Holanda, na Dinamarca e na Suécia. É preciso criar leis para ter essa integração.
O problema de pobres e ricos no Brasil é igual ao que existia entre brancos e negros nos Estados Unidos. Cidades não podem ter guetos, seja para negros ou pobres.

Richard Rogers, arquiteto. Vale a pena ler a entrevista completa que a Folha fez com ele. Solução para o trânsito (mais impostos para compra de carros; em Londres, os carros pagam taxa para entrar no Centro), melhorar o transporte público (93% dos londrinos optam pelo transporte coletivo), criação de espaços públicos em todos os distritos e controlar as forças do mercado são alguns pontos levantados por Rogers para melhorar a vida urbana.

Há mais. Para ele, adotar usos mistos para recuperar áreas degradadas de uma cidade seria a solução mais eficiente. Nos últimos 15 anos, já vi muitas cidades transformarem regiões abandonadas em centros de lazer e turismo. Em pouco tempo, tais regiões foram esquecidas pela população e pelo poder público.  Ademais, uma forma indicada por especialistas para melhorar o degradado centro de várias cidades brasileiras seria incentivar a moradia de pessoas.

Muitos estranham quando digo que não sei dirigir. Para Rogers, “não há soluções para o trânsito com carros”. Nesse caso, não sei se sigo com Rogers. Carros são importantes por vários motivos. Penso em soluções restritivas, e não proibitivas.

Opto pelo transporte público porque prefiro ambientes coletivos. E plurais. Isso vale para tudo. Prefiro locais públicos -praças e praias, por exemplo – que acolhem grupos distintos. O carnaval de rua é mais divertido que o baile do clube. O diferente e a mistura me enriquecem. O mais triste é que conheço gente que nunca pegou ônibus. Andar sozinho no carro é uma extensão pública da vida “protegida” que levam. Vivem numa redoma, sem novas experiências. Não saem da sua zona de conforto: convivem com pessoas que seguem os mesmos preceitos. O desconhecido não representa um convite, mas sim desperta medo, julgamento.

Se a visão de Rogers soa restritiva para você, há quem busque novos horizontes para o tema. Ao contrário do senso comum, a metrópole também representa uma resposta eficaz para os problemas ambientais (exemplo: nos EUA, uma pequena casa gasta 88% mais energia que um apartamento). Essa é a tese do professor de economia Edward Glaeser. Em seu livro, Triumph of the City, Glaeser defende que a cidade é “a maior invenção da humanidade“. Além disso, quem vive em grandes centros é mais feliz. Outro mito que o autor quer derrubar.  A fuga para um ambiente idílico sempre pareceu mais convidativa que o caos urbano.

As aglomerações urbanas também propiciam a inovação. As conexões entre pessoas que moram num mesmo local transformam as áreas urbanas em cidades criativas. Não que essa seja a única via: as tecnologias digitais propiciam a interação de talentos, sem respeitar diferenças geográficas.

Ademais, as metrópoles representam um ambiente rico culturalmente. São vantagens que nem sempre são associadas às áreas urbanas. Pior: para muitos, as cidades seriam problemas intransponíveis. Felizmente, o debate avança. Não nega os problemas, mas também saúda os benefícios da vida urbana.

De toda forma, morar num grande centro não significa apenas um estilo de vida acelerado. É possível encontrar diversas dinâmicas de interação social. Mesmo na cidade, é possível ter uma vida em comunidade. Há quem raramente saia dos domínios do seu bairro. Encontram todos os serviços que necessitam em locais próximos. Ou na internet.

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A matemática e a cidade

Manual do ciclista urbano

A FolhaTeen publicou hoje dicas para quem quer pedalar na cidade. Uma das orientações mais básicas, e pouco respeitadas, é evitar as grandes avenidas.

Optar por vias menos movimentadas é apenas uma questão de segurança. De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, o ciclista tem até “preferência sobre automotores”. Nas ruas, ande na mão dos carros, pela faixa de trânsito mais lento (direita). Por outro lado… A calçada pertence ao pedestre.

São apenas alguns toques iniciais. Na internet, você encontra muito material sobre o assunto. Como o guia do ciclista da cidade do México. No Brasil, uma boa fonte de informação é o site Vá de bike. Abaixo, vídeo da MTV sobre ciclismo urbano.

Artistas recriados com fitas cassetes


Michael Jackson


Jimi Hendrix


Bob Marley

Criação de Erika Iris Simmons, artista conhecida por reciclar material em suas obras.

daqui.

TEDxAmazônia: a natureza como exemplo de Design thinking + tecnologia como nova plataforma de expressão

“O Amazonas tem praticado design thinking há muito tempo. A natureza é um poderoso desenhador de sistemas”

Paul Bennett, sócio da Ideo, consultoria de design e inovação, em palestra na TEDxAmazônia.

Para Bennett, “O design é como o Amazonas. Você tem de olhar para a profundeza. Pode pensar pequeno e crescer. Você estabelece uma relação de interdependência. Você precisa do outro e tem de devolver o que tomou”.

[Ficou perdido? No ano passado, a Época Negócios fez uma matéria sobre design thinking. Passa lá]

Outro palestrante de destaque foi Aaron Koblin, artista multimídia que ganhou recentemente um belo perfil no Link. É dele o clipe interativo We Used to Wait, do Arcade Fire. Ele também é responsável pelo inovador vídeo House of Cards, do Radiohead (veja abaixo).

Quer saber mais sobre a conferência TEDxAmazônia? O Meio & Mensagem fez um resumo dos pontos mais importante do evento.