Fontes de inspiração

“[…] Com o apogeu dos vestibulares, os livros se tornaram resumos. Com o declínio dos vestibulares, eles viraram sentenças. Não havia limites para a retração. Grandes e imensas obras foram se transformando em quadrinhos, trechos e frases, publicados em blogs e perfis do Twitter do Facebook.
[…] Ler ganhou a solenidade de estudo. Difícil, demorado. As redes sociais e os aplicativos passaram a converter autores em gurus. A moda é extrair trechos de caudalosas narrativas para bombarem na internet. Hoje, uma frase irônica é deslocada do seu contexto, a ponto de parecer um elogio. Pensamentos provisórios recebem ares definitivos de epitáfios. Romancistas como Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Ernest Hemingway viram dublês dos fãs e são condenados a uma condição secundária de frasistas.
[…] Uma descrição de apoio, sem nenhuma relevância fora da trama, é emoldurada pelo bronze das aspas.
Banalidades têm contornos de iluminação profética. […] Um pouco mais, teremos a autoria de vírgulas e travessões.
Inspirado pela Wikipédia, o leitor tomou a iniciativa de editar sua biblioteca e alimentar a intensa e tumultuada convivência digital com máximas edificantes (não importam os meios). O gosto pela frase de efeito vem resultando na produção em série de frases de defeito, pondera o crítico Antonio Carlos Secchin.

A Revista da Cultura também olhou para a prática online de citar, de forma correta ou não, trechos de obras e pensamentos de escritores. O assunto não é novo. E a maioria das abordagens trazem uma leitura negativa. Mas o texto de Fabrício Carpinejar, cujo programa de tv estreou na terça, faz toda a diferença.

Mulheres maravilha: doc

Wonder Woman! Untold Story of American Superheroines, um documentário sobre a evolução e a influência das super-heroínas nos movimentos de liberação feminina. Será lançado no festival de cultura digital SXSW 2012.

A Mulher Maravilha, o ponto de partida do filme, é um marco na representação de mulheres poderosas na cultura pop. Sua estreia nos quadrinhos ocorreu na década de 1940.

A economia do conhecimento

O século 21 é o da economia do conhecimento, pois seus produtos se valorizam mais que as matérias-primas. Somente 3% do preço de um café brasileiro no Starbucks dos EUA volta ao produtor; 97% vão para quem fez o processamento, a engenharia genética etc., produtos da economia do conhecimento. Se queremos estar nesse grupo, temos de investir em educação, ciência e tecnologia.

Andrés Oppenheimer, na Folha. O jornalista argentino lançou no Brasil o livro Basta de Histórias! Na obra, ele propõe que os latino-americamos deixem de lado sua obsessão com o passado e mirem o futuro investindo em ciência, inovação, tecnologia e educação de qualidade.

Durante sua pesquisa, viajou por cinco anos para analisar como diversos países (entre eles Finlândia, Índia, China, Israel e Brasil) gerem seus sistemas de educação. Com isso, investiga a influencia do ensino no grau de desenvolvimento econômico. Abaixo, Oppenheimer comenta seu livro.

‪Literatura infantil na era digital‬

No vídeo, ‪Ana Teresa Ralston‬, que atua na direção de Formação de Educadores e Tecnologia de Ensino da Abril Educação.

Vale lembrar que, há muito tempo, os livros infantis buscam novos caminhos para expandir a experiência de leitura. Infelizmente isso escapa, já que hoje há uma tendência em abordar a interação como preceito exclusivo do mundo digital.

(Mesmo os livros didáticos voltados para os pequenos já incentivavam a relação com esse leitor)

De toda forma, é na literatura infantil que a experiência se tornava multimídia: muitas obras traziam recursos de som e imagem, bem como criavam novas formas de apresentação da palavra.

A interação de todas essas técnicas é o desafio. Ontem, hoje e sempre.

Les Inrocks, 25 anos de cultura pop

A publicação francesa de cultura pop Les Inrockuptibles (mais conhecida como Les Inrocks) está completando 25 anos. Para marcar a data, lançou um belo blog comemorativo. Nele, é possível conferir várias entrevistas históricas: Radiohead (2000), Jean-Luc Godard (1998) e Bret Easton Ellis (1989).

(Curiosamente, 25 anos depois, Bret Easton Ellis revisitou, em Suítes Imperiais, seus jovens personagens yuppies do aclamado Abaixo de Zero. A sequência, lançada em 2010, ganha edição nacional agora)

Outra boa pedida é conferir o arquivo de imagens da Les Inrocks. Abaixo, você confere algumas das melhores fotos da publicação. Se não é próximo da língua francesa, pode conferir a edição local editada na Argentina (los inrocks). Já é um começo.

Beth Ditto + Alisson Mosshart

Catherine Deneuve

Bjork

Asia Argento

Michel Houellebecq

Nirvana

PJ Harvey

Wong Kar-Wai