Haters Gonna Hate

“A internet é libertária, democrática, mas também faz você entregar sua privacidade e se relacionar com corporações como se fossem Deus ou a natureza. Elas dizem: “Você não precisa pagar nada”. E você se entrega acriticamente, porque a ideia de não fazer esforço é sedutora.
E há o narcisismo, a exposição no Facebook, que pega um ponto central. É perverso, a conquista vai em pontos frágeis da psique, você se sente uma celebridade. Do ponto de vista político, você acha que está usando, mas está sendo usado. O livro expressa esse desconforto.”

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“Talvez [a internet] tenha acirrado algo que sempre existiu em potencial. Você não tem privacidade, mas pode ter anonimato, o que permite uma manifestação de imbecilidade sob a proteção do anonimato.
Estava incomodado com isso e pensei nesse narrador que representa o ódio absoluto, o anonimato da internet.”

Bernardo Carvalho,  em entrevista à Folha. O autor comenta temas correlatos ao seu novo romance, “Reprodução”. O assunto também é abordado em outro título, “Viral Hate: Containing its Spread on the Internet” (“Ódio Viral: Contendo sua Dispersão na Internet”). Nele, Abraham Foxman e Christopher Wolf questionam se, em nome da liberdade de expressão, estamos propiciando o discurso do ódio.

O que revistas digitais podem aprender com editores de ebook?

The bells and whistles that magazine publishers are adding to digital magazines remind me of enhanced ebooks, which book publishers got very excited about a couple of years back. They hoped that by adding video and music to an ebook, they could charge more for it. Fast forward to 2013 and enhanced ebooks are widely considered a flop. So far, readers simply haven’t been interested in paying more for them. Book publishers have scaled efforts back and are no longer trying to charge higher prices for enhanced editions.

Do paidcontent.org. “É a economia, estúpido!”

etiqueta, a “pequena ética”

Convencer alguém a mudar de ideia não é algo comum em nosso tempo. Basta uma semana nas redes sociais para perceber: […] a maioria está ali para confirmar certezas prévias ou se irritar com quem diz o contrário.

Uma radicalização que também nasce do meio: para que os palpites sejam ouvidos entre tantas vozes, a tendência é que o adjetivo prevaleça sobre o termo exato, a ênfase sobre a ponderação, as regras generalizantes sobre as nuances que tiram a graça e o colorido das frases e slogans.

Num cenário assim, não é difícil adotar um tom nostálgico ou apocalíptico. […] Prefiro seguir achando que a humanidade não mudou tanto: apenas passamos a ouvir, graças a uma tecnologia muito mais benéfica que perniciosa, que criou possibilidades infinitas de compartilhamento de informação, as conversas antes restritas a botecos.

[…] Pensar com liberdade, o melhor atalho para identificar o lado certo numa disputa, passa por ouvir e aprender com vozes dissonantes. Mesmo que o timbre delas seja mais frequente em zoológicos, penitenciárias e hospícios.

Michel Laub, em texto que inaugura sua coluna quinzenal na Folha. Começou bem.

Por que os ebooks estão cheios de erros de digitação?

It seems that pushing updates to ebooks isn’t a simple or quick process. Believe me, I’m dying to report specific typos, and I think this is one scenario where crowdsourcing could be helpful, but so far, it’s just not happening.
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This seems completely insane to me — the technology should allow us to move fairly quickly on pushing updates of minor typos for new purchasers of a book. This should be one of the great advances of ebooks: that if the printer makes a mistake, everyone doesn’t have to live with it until they sell through a million copies or whatever. Instead, I’m needlessly looking at typos that surely thousands of other people have seen in the past few years
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We can assume that this won’t be a problem with most new books, because printed and digital versions will be created simultaneously from the same master text… unless publishers actually get lazy. But most books aren’t brand new, and if the convenience of an e-reader must bring with it an acceptance of shoddily produced and edited versions of books, then count me out.

Why is an ebook ever riddled with typos?

Forever: The New Tattoo

O blog Co.Design fala sobre o lançamento de Forever: The New Tattoo, livro que apresenta artistas que estão redefinindo o design de tatuagem. Nesse link, é possível passear por algumas páginas internas da obra.

Apesar da ampla aceitação atual, não se trata de um fenômeno recente. Segundo o Co.Design, estúdios de tatuagem já funcionam nas principais cidades e portos dos Estados Unidos e da Europa Ocidental desde 1870.