Festival de vídeos com gatos

Em Minneapolis (EUA), 10 mil pessoas se reuniram na quinta-feira para assistir filmagens protagonizadas por gatos. Foram 79 vídeos condensados em 75 minutos de projeção. Isso porque alguns são bem curtos. De acordo com o NY Times, já há uma estética do gênero. Final surpreendente e câmera trêmula fazem parte do pacote. O Internet Cat Video Film Festival é apenas uma amostra de um movimento muito maior: os bichanos dominam a internet.

Imagem via Tumblr

It’s not TV, It’s HBO

Para além do YouTube, é possível encontrar os mais diversos modelos de serviços de streaming, muitos deles pagos. Entretando, a ideia de comprar cada produto audiovisual dá espaço a propostas de assinatura amplos, em que o usuário paga mensalmente para acessar todo o catálogo online do serviço. O Netflix, o mais popular deles, é responsável por 1/4 dos dados transmitidos na América do Norte.

A movimentação também chega às empresas tradicionais. Se muitos canais ainda optam por um sistema misto (pague o serviço a cabo e ganhe de graça o acesso online), a HBO planeja disponibilizar, na Europa, um sistema digital independente. Todo o conteúdo da emissora estará online.

Não se trata de substituir o serviço a cabo. São dois caminhos autônomos. O cliente decide qual o melhor. O famoso slogan do canal, It’s not TV, It’s HBO, encontra um novo significado.

Vimeo: defina o cartão de visitas ideal para seu vídeo

O vídeo é estranho, mas os novos recursos são ótimos. Agora o serviço de hospedagem de vídeos possui integração com o Dropbox. Você pode puxar dados de lá. Além disso, passou a ser possível pausar o upload de novos arquivos e retomar depois.

Outra boa sacada é escolher qualquer quadro da gravação como miniatura. Melhor do que deixar esse trabalho para ser executado automaticamente pelo sistema, que muitas vezes congela trechos toscos como cartão de visitas para o vídeo. O YouTube está cheio de exemplos do tipo.

Projeto Reconectar

Um dia offline. Essa é a proposta do projeto Reconnect. Em 2 de setembro, corte o sinal de suas traquitanas eletrônicas e se lance em atividades ao ar livre. A ideia da iniciativa é liberar a mente para produzir criativamente.

Não se trata de uma movimento anti-cibercultura. Você pode, por exemplo, tirar fotos. Só não deve publicá-las no Instagram. No dia seguinte, visite a página do projeto no Facebook e compartilhe sua experiência.

Lembra uma campanha da MTV e a propaganda Desconectar para conectar (vídeos abaixo). Entretanto, o Reconnect tem uma pegada mais focada na produção autoral, e não apenas no consumo de outras mídias ou na socialização.

Produzindo jornalismo por acaso

Muitas pessoas estão se acostumando a utilizar o Twitter como fonte de notícias de última hora. […] Mas é fascinante se deparar com novos exemplos de como a rede de informação em tempo real pode ser usada para relatar fatos no calor do momento, seja jornalista profissional ou quem produz o que Andy Carvin, da NPR, chamou de “atos aleatórios de jornalismo.” […] sinal de como a mídia social está mudando a forma como consumimos e produzimos jornalismo.

Mathew Ingram, redator do blog GigaOM, comenta caso recente em que um integrante do Reddit reuniu, numa reportagem sobre tiroteio em Toronto, tuítes das pessoas que participaram e mais tarde tornaram-se vítimas do incidente.

Ingram cita também ótimos links de análises sobre a cobertura em tempo real utilizando mídias sociais, como a que serviu de inspiração para o título desse post.