Criando novos trabalhos a partir de mídias existentes

Acredito que toda a cultura sempre foi uma cultura remix. A ilusão de que os criadores desenvolvem trabalhos totalmente originais em suas obras é apenas isso, uma ilusão. Por outro lado, os curadores também lançam novos trabalhos, através da seleção que realizam. Esta é a época mais participativa e produtiva de expressão cultural na história do mundo.

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Os curadores estão na mesma classe de atores criativos, como editores e galeristas. Eles conhecem um campo de produção, adotam padrões, usam esse conhecimento e julgamento para mostrar o trabalho em novos contextos que acrescentam significado

Patricia Aufderheide, autora do livro Reclaiming Fair Use: How to Put Balance Back in Copyright (obra escrita em parceria com Peter Jaszi). Para ela, “é encorajador ver sinais de monetização do trabalho de curadoria”, algo que está nos planos do YouTube. Até porque um futuro possível para o site de vídeos é ser um “canal de canais”. E a curadoria de conteúdo é parte importante nesse novo “ecossistema de conteúdo”.

Via

O futuro do Twitter

Em recente entrevista, Dick Costolo, CEO do Twitter, antevê o futuro da ferramenta de mensagens curtas. Para o executivo, o destino do Twitter é ser “segunda tela”, algo complementar aos meios de comunicação existentes. Isso já ocorre no momento. O intenso tráfego de atualização durante a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres e o debate presidencial norte-americano são exemplos.

Dark social

Alexis Madrigal, do Atlantic, fala sobre de onde vem a audiência dos sites. Há grande oba-oba sobre o compartilhamento via redes sociais (Facebook e Twitter, por exemplo). Para ele, essa é a ponta do iceberg social”. Até porque essas métricas são fáceis de medir.

O problema ocorre em outra frente, que ele chama de “dark social“. É a partilha de conteúdo que ocorre através de e-mails e serviços de mensagens instantâneas. E esse tráfego de conteúdo é difícil de medir. Abaixo, algumas das conclucões de Madrigal:

First, on the operational side, if you think optimizing your Facebook page and Tweets is “optimizing for social,” you’re only halfway (or maybe 30 percent) correct. The only real way to optimize for social spread is in the nature of the content itself. There’s no way to game email or people’s instant messages. There’s no power users you can contact. There’s no algorithms to understand. This is pure social, uncut.

Second, the social sites that arrived in the 2000s did not create the social web, but they did structure it. This is really, really significant. In large part, they made sharing on the Internet an act of publishing (!), with all the attendant changes that come with that switch. Publishing social interactions makes them more visible, searchable, and adds a lot of metadata to your simple link or photo post. There are some great things about this, but social networks also give a novel, permanent identity to your online persona. Your taste can be monetized, by you or (much more likely) the service itself.

Third, I think there are some philosophical changes that we should consider in light of this new data. While it’s true that sharing came to the web’s technical infrastructure in the 2000s, the behaviors that we’re now all familiar with on the large social networks was present long before they existed, and persists despite Facebook’s eight years on the web. The history of the web, as we generally conceive it, needs to consider technologies that were outside the technical envelope of “webness.” People layered communication technologies easily and built functioning social networks with most of the capabilities of the web 2.0 sites in semi-private and without the structure of the current sites.

Por que agimos de forma diferente online?

While both studies make different points, the information from Utah found that users who didn’t personally know their Facebook “friends” very well believed that “others had better lives,” leading to lower self-esteem. In Wilcox and Stephen’s study, their main research stems from those Facebook users who are interacting with “strong ties,” or close friends. According to their work, these more intimate interactions lead to an elevated self-esteem.

Do Huffington Post, que analisa pesquisas sobre o assunto. Alguns estudos, inclusive, oferecem conclusões distintas. Qualquer que seja sua personalidade, vai encontrar algo que explica/justifica sua persona digital.

Twitter: Homens São de Marte; Mulheres São de Vênus

Mulheres conversam mais que homens. Seus tópicos principais são família e moda. Já os homens preferem tecnologia e esporte. Esses são alguns dados de um novo estudo sobre o Twitter.

Há outras revelações interessantes. 25% dos usuários nunca atualizou sua conta. E, embora o número médio de seguidores seja 208, 81% dos perfis têm menos de 50 seguidores.

jornalismo mentira

O que você lê na internet pode estar errado ou ser uma mentira deliberada. Com a ajuda da credulidade humana, histórias inventadas se propagam. Algumas são plausíveis, baseadas em dramas reais.
[…] Os assuntos com “maior capilaridade na rede” […] são, pela ordem, “sexo, leis e religião”. Se der para misturar tudo numa só história que desafie tabus e preconceitos, mais sucesso ela terá no mundo real. No Facebook e no Twitter, dezenas de milhares curtem, comentam e discutem como se fosse tudo verdade.
[…] A mentira não é privilégio dos tempos de internet. Mas a democratização do debate em sites e blogs facilita equívocos e maledicências. E é responsável por absurdos.
As fronteiras entre a verdade e a ilusão, entre o fato e a versão são parte da história da humanidade e já fizeram muitas vítimas. […] Quando a fofoca é persistente e a versão é mais picante que o fato, a maior prejudicada é a verdade. Hoje, qualquer um tem o poder de criar um perfil falso no Facebook ou inventar uma notícia. É preciso desconfiar mais que antes. Nós, jornalistas, mais que todos. Uma lição que se aprende…

Ruth de Aquino, colunista da Época.