Nação digital: como a tecnologia modifica a vida moderna [vídeo]

Patrick Stewart, de X Men e Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. O ator explica o motivo de não usar o Twitter (“reduzir a vida em 140 caracteres?”), mas diz apreciar seu iPhone (“faço tudo com ele, é uma extensão da minha mão”) e enviar e-mails (“não gosto de conversar pelo telefone”).

O vídeo faz parte do projeto multimídia digital_nation, da rede de TV norte-americana PBS. A obra explora como a tecnologia modifica cada aspecto da vida moderna.

No canal do projeto no YouTube, você assiste outros depoimentos.  É possível compartilhar sua história através de comentários, Twitter e vídeos.

Um documentário também faz parte do projeto. Você pode assistir o filme na web. Em inglês.

Sentimentos e consumo

Acima, trailer do ótimo documentário Criança, a Alma do Negócio, dos cineastas Estela Renner e Marcos Nisti. O filme pode ser assistido via web. Outra boa pedida sobre o tema é conferir o documentário A história das Coisas (também disponível online).

Fim de ano lembra festas em família, mas também consumo exacerbado. Não há nada de errado em gostar de mimos, agrados (eu mesmo adoro uma traquitana eletrônica, livros e CDs), o problema é que vivemos numa época em que compramos coisas não porque precisamos, mas sim porque queremos. E esse desejo nos é ensinado.

Ademais, a publicidade não vende apenas um produto, mas sentimentos, estilo de vida. E nós “compramos” essa ideia: pagamos pelo produto físico, mas queremos o valor simbólico.

(Vale a pela conferir o documentário The Persuaders, que mostra como marcas são construídas, bem como entrega os métodos publicitários de sedução e convencimento).

Não apenas nós sofremos com isso, mas sobretudo as crianças, que não tem maturidade para lidar com essa situação. Tornam-se consumidoras antes de serem cidadãos. Se em outros países há limitações de publicidade para os pequenos (proibição de venda de brinquedos em fast foods, limitação de propaganda na programação infantil da TV), no Brasil as regras são mais frouxas.

A psicóloga Rosely Sayão  escreveu sobre o assunto no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo. Eis um trecho:

“As crianças costumam ser as grandes vítimas do consumo exagerado. Não são elas que querem ter mais e mais, já que os adultos entraram nessa parada pra valer, mas são elas que estão mais sujeitas ao imperativo do ter, já que ainda não conseguem avaliar criticamente as demandas nelas introduzidas.
Perguntei a algumas delas, com idades entre seis e dez anos, qual o último presente que ganharam. A maioria não soube responder. Algumas citaram vários brinquedos e eletrônicos, outras se esforçaram para lembrar, muitas ficaram na dúvida ou não se importaram com a resposta a dar porque qualquer uma valia.
[…]Muito mais fácil para elas foi listar o que queriam ter do que nomear o que já tinham e que gostavam de usar. Mais uma vez, é possível interpretar que a quantidade enorme de objetos que ganham não permite que elas desfrutem do uso deles.”

Já Contardo Calligaris identifica o surgimento dos “kidadults” (“criançultos”). Trata-se da infantilização do consumidor:

“Por que o mercado prefere lidar com “criançultos”? E o que nos predispõe a sermos infantilizados? Uma breve hipótese. Houve, sobretudo a partir da segunda metade do século 20, uma explosão de um tipo especial de amor dos pais pelos filhos, um amor feito de esperanças e expectativas monstruosas (as crianças serão o que quisemos e não conseguimos ser, nada lhes faltará). Esse tipo de amor parental cria consumidores ideais: por exemplo, indivíduos com pouquíssima tolerância à frustração (e alergia à própria ideia de que algo seja difícil ou, pior, impossível) e com uma imperiosa necessidade de satisfação imediata (e alergia a tudo o que posterga: preparação, estudo, reflexão, complexidade, poupança).”

Pense nisso e…Boas festas!

Você sente que o celular é uma parte do seu corpo?

Muitos se sentem assim. Segundo pesquisa, esse “controle remoto da vida” virou item básico. Muitas pessoas nunca saem de casa sem ele, já que se trata de um aparelho essencial para suas vidas.
Apesar disso, 37% dos entrevistados afirmaram não saber utilizar todos os recursos de seus telefones.A pesquisa foi feita no Canadá, Dinamarca, França, Malásia, Holanda, Filipinas, Rússia, Cingapura, Taiwan, Reino Unido e Estados Unidos.

Imagem via juliasegal

O futuro do cinema

Hollywood está buscando alternativas para continuar a atrair plateias para o cinema e, mais do que isso, para defender seus direitos autorais. A partir do momento em que, como no 3D, são necessários dois projetores de cinema para conseguir assistir a um filme, isso deixa de ser algo que alguém possa baixar na internet. Numa época em que há ofertas de filmes até para celulares (e não sou David Lynch para achar isso bom), o 3D é uma tentativa de preservar esse ritual pagão coletivo de ver um filme em uma sala de cinema, para que nos lembremos que não vivemos sozinhos. Mas não acho que todo filme tenha de ser em 3D nem colorido nem em som estéreo. Tudo depende da ferramenta necessária para contar cada história.

David Fincher, diretor de “O Curioso Caso de Benjamin Button“, em entrevista à Folha de São Paulo, fala sobre o futuro do cinema. Recentemente, o suplemento Link, do Estado de São Paulo, falou sobre as novas tecnologias da sétima arte.