Amazon: livraria, editora e…

“A Amazon.com tem ensinado aos leitores que eles não precisam de livrarias. Agora encoraja escritores a deixar de lado seus editores”. É assim que começa a matéria do NY Times que aborda como a Amazon está dominando todo o ecossistema do mundo livreiro. Primeiro, foi o comércio. Depois, os e-readers. Agora a gigante da internet abraça a publicação.

Dos grandes nomes, há o escritor de auto-ajuda Tim Ferriss. A atriz e cineasta Penny Marshall é outra que fechou contrado com a Amazon. A diretora de Uma Equipe Muito Especial e Quero Ser Grande vai lançar um de livro de memórias.

Devem vir outros nomes por aí. A empresa contratou um veterano do setor, Laurence Kirshbaum, para ir atrás de autores de ficção e não ficção.

Com isso, a varejista entra em rota de colisão com quem também fornece o produto que comercializa. Ademais, entra no terreno de editores e agentes. De certa forma, responde, em parte, ao questionamento feito por André Schiffrin, autor de O Dinheiro e as Palavras. Em entrevista à Folha, questionou:

os e-books causam duas situações que a longo prazo serão desastrosas: destroem as livrarias, porque as pessoas compram pela internet, e são vendidos pelo mesmo preço que os paperbacks [reedições em formato econômico], que são a única maneira que editoras têm para manter a venda de títulos antigos. O fato é que a Amazon não cria obras. Ela vende o que os outros fazem, mas jogando os preços para baixo. Isso, é claro, não é um modelo que possa ser bem-sucedido. Se as editoras quebrarem, de onde sairão os livros?

Por outro lado, intensifica o poder em poucas mãos. É a mesma preocupação que leva o mercado editorial a questionar o sistema do iPad. Muitos jornais e revistas estão preferindo criar sites em html5, criando espaços que utilizam os recursos dos tablets, mas sem estar nos domínios de uma empresa específica.

BBC, UOL e IG reformulam home page: a nova cara da internet

A BBC está testando o novo visual da sua página inicial. No Brasil, IG e UOL seguem o mesmo caminho.

Algumas tendências estão se consolidando: o espaço é dominado pelo branco. Aliás, o conteúdo respira, não tem tantas molduras como outrora. Com menos firulas visuais, os sites também querem melhorar a performance de carregamento.

Há uma busca por otimizar os espaços. Os tempos de menu lateral ficaram para trás há algum tempo. Agora, menus dinâmicos expandem as opções do usuário: ao clicar numa das opções do menu localizado no topo, surgem subseções em cascata.

A primeira dobra da página hierarquiza melhor o conteúdo. As fontes, que estão maiores e geralmente aparecem nas cores azul e preto, servem também a esse propósito. Tamanhos distintos ressaltam a gradação do que é apresentado.

Há uma tendência em encurtar distâncias, em entregar ao visitante o que ele busca, sem necessidades de tantos links. As notícias mais lidas aparecem no lado direito. O IG enche esse espaço com informações de trânsito, futebol, horóscopo e mercado financeiro. No UOL, algumas dessas informações aparecem logo no topo, mas menores. Outras estão no final da página. E há apenas links.

A grande mudança, porém, é integrar a experiência de uso. Predomina o “swiping”: o conteúdo desliza, algo popular nos dispositivos móveis. É uma forma mais intuitiva de embalar a informação.

A BBC usou muito esse recurso. Com isso, oferece informações e serviços sem tornar sua primeira página tão longa. Já os portais nacionais crescem na vertical.

Self

Por aqui, a minha “home” também está em obras. Não se trata, porém, de uma reformulação apenas visual. Claro, a integração entre plataformas é perseguida. Esse layout que estou testando se adapta a tablets e celulares.

Mas mudanças no projeto editorial também estão sendo pensadas (as seções, no topo, já estão bem diferentes). Depois de um tempo de pesquisas internas, seguimos para a fase beta, a atual. É um ensaio aberto, feito com calma. Depois de consolidado, entrego definitivamente as mudanças. Afinal, em fevereiro de 2011 são dez anos de blog. E a data pede uma comemoração especial.

Relatório de tendências

O relatório de tendências 2012 da trendwatching.com só chega no dia 21 de novembro. Entretanto, a empresa vem lançando resumos executivos do que vem captando ao longo do ano.

O mais recente deles é o Retail renaissance (Renascença do varejo). Nele, aborda o prazer dos consumidores em comprar produtos e serviços no “mundo real”. Isso porque as lojas físicas proporcionam contato humano, gratificação instantânea, possibilitam compartilhar experiências etc.

Mas há desafios. O varejo tem de se adaptar a um novo cenário de crise econômica nos países desenvolvidos, saber lidar com a concorrência do e-commerce e prestar atenção às novas exigências do consumidor, cada vez mais atento às questões ambientais.

Um resumo do estudo pode ser conferido online.

Social commerce, a nova tendência do comércio eletrônico

Acima, vídeo mostra a transformação da moda através dos anos. O viral foi criado para divulgar o lançamento de um novo shopping. Evidentemente, hoje o consumidor tem muito mais possibilidades que a loja física: nos EUA, roupa é o produto mais comprado online.

(Veja também: as iniciativas mais inovadoras da moda)

Atualmente, o comércio eletrônico foi além dos sites de compra e da febre das compras coletivas.  O e-commerce se diversificou: m-commerce (mobile), t-commerce (via tvs inteligentes ou tablets) e s-commerce (nas redes sociais) são algumas das opções do cliente virtual.

Dentro desse último, há uma subdivisão que se destaca: f-commerce. Utilizar o Facebook para vender produtos é vantajoso pelo tamanho do público que usa o serviço (750 milhões de usuários!). Além disso, pode-se criar gratuitamente lojas virtuais por lá. O Payvment, uma ferramenta para realizar negócios via social commerce, é um dos destaques desse setor. O serviço serviu de inspiração para a LikeStoreuma das opções nacionais para ganhar dinheiro no FB.

(Veja também: dicas para lançar uma loja de sucesso no Facebook)

Antes, é necessário criar a expectativa no consumidor. Online, é possível acompanhar as diversas semanas de moda no mundo (recentemente, ocorreram desfiles em Nova York e Londres) ou mesmo saber quando as novidades apresentadas nas passarelas chegaram, de fato, nas lojas.

Frase

Longe de realmente criar tendências, o que a moda faz é transformar em imagem e roupa os modos e as ideologias da sociedade em que está inserida.

(Coluna Última Moda, da Folha)

Que tal passear por Paris de patins?

Vídeo

Bacana esse vídeo mais recente da campanha da AOS, loja virtual britânica especializada em moda, que destaca algumas subculturas da arte, estilo e esporte nas principais cidades do mundo. Abaixo, você confere os bastidores do trabalho.

Retromania

Por que tanta canção nova parece cópia de música mais antiga? É o que o crítico musical Simon Reynolds investiga no livro Retromania – Pop Culture’s Addiction to its Own Past.

Para ele, “nunca houve, na história universal, uma sociedade tão obcecada com os artefatos culturais de seu passado imediato. É o que distingue ‘retrô’ de história.” Com isso, de acordo com Reynolds, as influências têm peso maior que a inspiração artística.

Certamente, é uma discussão atual. Por outro lado, é perigoso trabalhar com reducionismos. Ezra Pound há muito tempo já havia classificado os artistas em inventores, mestres e diluidores.

Jovem sonho brasileiro

A pesquisa Sonho Brasileiro mapeou os anseios dos jovens que estão se preparando para a vida adulta (de 18 a 24 anos). Para isso, ouviu 2900 pessoas, de 23 estados. Mais um belo vídeo/pesquisa desenvolvido pela Box1824. Você também pode baixar o estudo.

Glitz*: Fashion TV muda no próximo domingo, 01 de maio

A moda não abandona o canal. O objetivo é ampliar: o Glitz* é o canal das tendências, estilo de vida, gastronomia & entretenimento.

Mesmo na encarnação anterior, o canal ia além do mundo fashion. Exibia ótimos programas, como Behind the Lens (sobre a carreira de fotógrafos de renome), Creators Project (os grandes nomes da indústria criativa) e os maravilhosos programas musicais (Live from Abbey Road, Music Land e Artists Den). Entre as novas atrações, The Marriage Ref., reality show em que celebridades dão conselhos conjugais. O programa, criado por Jerry Seinfeld, já garantiu uma segunda temporada.

A Glitz TV pouco divulgou seu novo posicionamento ou sua futura grade de programação. Segue caminho distinto ao do GNT, que alardeou durante muito tempo suas mudanças. Mesmo o dia para inaugurar a nova identidade é incomum: um domingo, e não segunda, como é corriqueiro.