Click: o que buscamos encontrar na internet?

“Se é verdade que estamos usando a internet como substituta do divã ou das perguntas a amigos, isso nos leva a outra questão. Será que essa tecnologia, que demonstra tanto potencial para nos aproximar de outras pessoas, não estaria na verdade nos isolando?”

Bill Tancer, autor do livro Click – O que milhões de pessoas estão fazendo on-line e por que isso é importante (Editora Globo, tradução de Renato Marques de Oliveira, 272 páginas, R$ 36), obra que busca explicar padrões de comportamento com base nos dados dos sites de busca.

Para Tancer, “às vezes, as buscas que fazemos na internet revelam nossas fraquezas e fragilidades.”

Texto recomendado
Confira um capítulo de “Click”, de Bill Tancer

Os perigos da mídia social

Há inúmeros fatores positivos proporcionados pela mídias sociais. Cada vez mais há, por exemplo, produtores de conteúdo; relações sociais são ampliadas etc. Porém, há também pontos negativos, que muitas vezes são ignorados.

Segundo Alexander van Elsas, quesitos como segurança e privacidade dos dados são alguns fatores relegados em detrimentos de planos de negócios. Veja os cinco pontos listados por ele, acompanhados de algumas ponderações minhas.

1. Roubo de identidade

Roubar a identidade de alguém é mais fácil do que se pensa. Além disso, o Google tem uma memória de elefante. Podemos encontrar nomes, datas de nascimento, membros da família, histórico do trabalho, da escola etc. Da mesma forma é possível achar endereços de e-mail, informações de cartão de crédito… Isso pode ser utilizado para trotes on-line, para compras não requisitadas, dentre outras atividades. Vale lembrar que, apenas pesquisando em sites de busca, um hacker conseguiu encontrar os dados necessários para identificar a senha do e-mail no Yahoo! de Sarah Palin, então candidata à vice-previdência dos EUA pelo partido republicano.

2. Tudo que faz on-line pode ser usado contra você

Atividades antigas, do período do colégio, como postar fotos online; Pontos de vista sobre temas polêmicos, como política, religião, preferência sexual… Informações descontextualizadas ou opiniões que já não expressam suas posições atuais podem ser utilizadas de maneiras que não foram pensadas por você. Isso porque não temos controles sobre nossos dados que estão armazenados na web. Há quem participe de comunidades no Orkut por gracejo (“Eu odeio segunda-feira”) mas que são avaliadas negativamente por headhunters. Para piorar, muitas pessoas fazem cadastros em diversos serviços on-line, mas não visitam novamente essas páginas, deixando vários dados expostos. O ideal seria proteger esses dados -já que as redes social procuram, de certa forma, melhorar seus sistemas de proteção à privacidade – ou simplesmente apagar algumas contas de serviços que não são utilizados.

3. As informações apontam para você

A idéia de anonimato na internet vai se tornando fantasiosa. Bancos de dados conseguem, muitas vezes, rastrear nossos passos. Ademais, muitas das atividades feitas on-line – como bater papo em comunicadores instantâneos, utilizar redes sociais e ler e-mails – necessitam de nossa identificação via login. Além disso, uma mesma empresa possui vários serviços que se comunicam entre si, o que facilita a coleta de informações sobre uma determinada pessoa.

4. Você não tem controle sobre seus dados de usuário

O valor dos sites da chamada Web 2.0 decorre, em grande parte, dos dados coletados sobre os usuários. Redes sociais, por exemplo, coletam essas informações – o que você faz, as atividades de seus amigos etc. – para incrementar suas receitas, oferecendo publicidade contextualizada. Entretanto, você pode proteger seus dados de outras pessoas que não estão adicionadas como seus contatos, mas não tem como proteger sua privacidade da rede de relacionamento, que coleta esses dados para fins que você desconhece.

5. Com quem você está falando?

Na internet, muitas vezes quantidade é confundida com qualidade. Nas redes sociais, por exemplo, adicionam-se vários amigos, que na verdade são meros contatos (alguns nem se tem certeza de quem realmente são). Isso se torna perigoso principalmente para usuários menos experientes de internet, crianças etc. Pode parecer uma discussão equivocada, mas num país em que há idosos que pedem ajuda a pessoas desconhecidas em caixas de auto-atendimento, o debate torna-se relevante.

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GTD (Get Things Done), a arte de fazer acontecer

Lendo o blog Magaiver, pude conferir um texto sobre o sistema de produtividade pessoal conhecido como GTD (Get Things Done). O texto destacava a apresentação do criador do GTD (acima), David Allen, feita para a equipe do Google (alguns tópicos abaixo).

Serve como introdução ao assunto. Para se aprofundar sobre o tema, recomendo o ótimo livro de Allen, A Arte de Fazer Acontecer. A premissa do sistema é simples: não tente controlar o tempo, gerencie sua mente.

1. Introdução ao GTD.

2. Como é fácil perder o controle da sua própria rotina.

3. Porque isso acontece: tentamos gerenciar tudo só de memória e não temos um sistema adequado para desopilar a mente e gerenciar processos.

4. Não precisamos de mais organização rígida e sim de flexibilidade e capacidade de responder rapidamente aos problemas.

5. O conceito de “mente como água”, inspirado nas artes marciais. Sem reações exageradas ou inadequadas, fazer o que é necessário, sem sofrer por antecedência ou superdimensionar problemas.

6. Necessidade de estar presente no momento e de manter a concentração. Ficamos boa parte do tempo distraídos, seja rejeitando a realidade ou tentando evitá-la. Assim, acabamos mais ocupados ainda e, pior, sem resolver as pendências.

7. Como eliminar o excesso de distrações e manter o foco.

8. A necessidade de equilibrar controle com uma perspectiva mais ampla da sua vida e trabalho.