Freedom 90: os novos rumos da música

“Mesmo se não concordarmos que a música não tem mais – se é que um dia teve – como mudar o mundo, poderemos concordar que ela ainda tem o poder para mudar um mundo. O meu, o seu, o de qualquer artista ou ouvinte capaz de fazer dela, mais que um mero ganha-pão ou passatempo, um momento de iluminação e autoconhecimento.”
(ARTHUR DAPIEVE)

George Michael é um artista peculiar. Quando julgou que o seu contrato com a Sony era injusto, foi à justiça e lutou por seus direitos. No final das contas, perdeu, mas o que vale é a atitude. Diferente da maioria dos artistas, que reclamam e pouco fazem.

Agora ele diz que o disco “Patience” será seu último lançamento comercial. Depois, ele irá disponibilizar suas músicas na internet, de graça.

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Há quem opte por um caminho diferente: processaram fãs que baixam músicas pela internet. Ou seja, gente foi processada por cometer o delito de ser… fã. Como se algumas bandas ainda precisassem de dinheiro… “Fui muito bem pago por meu trabalho ao longo dos anos e não preciso do dinheiro do público“, disse George Michael.

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Tratar a grande rede como aliada e não como inimiga não é novidade. Vários artistas agora preferem lançar seus discos pela internet. Muitos criam até selos para isso. Desde a penúltima turnê, o Pearl Jam lança em CD todos os shows que faz. Cada disco duplo, que pode ser comprado no site da banda, custa 12 dólares.

Jon Anderson, vocalista do Yes, também irá pelo mesmo caminho. “Pretendo compor músicas novas, gravá-las durante minhas apresentações e lançá-las em DVD, uma vez por ano. Esse é o futuro. E a próxima coisa que quero fazer é permitir que as pessoas possam assistir aos meus shows pela internet“, diz ele.

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Ainda estamos tateando o que está por vir. Nada garante que tais ações sejam bem-sucedidas, ou que surja algo realmente inovador. Durante o M3 (Miami Music Multimedia), evento que reuniu cerca de dez mil profissionais da música, chegou-se a uma decisão unânime: a indústria musical, como nós a conhecemos, está acabando. O futuro, a Deus e a cada um pertence, até onde a tecnologia digital se desenvolver.

Para Peter Lurie, da Virgin Mobile, braço da Virgin inglesa que trata de música móvel, a tendência é a convergência de mídias, ou seja, um aparelho para fazer de tudo. “E aí o celular está bem posicionado até mesmo para substituir, em poucos anos, tocadores de MP3 como o iPod“, diz ele.

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