Tim Lopes

Em homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi cruelmente assassinado, o Movimento Rio de Combate ao Crime, que gerencia o Disque-Denúncia, lançou o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo. Os vencedores vão ganhar viagens e equipamentos, como microcâmeras, câmera digital e computadores.

A seguir, a opinião de alguns colunistas sobre o assunto.

“Sua morte põe todos os jornalistas de luto, mesmo aqueles que não o conheciam pessoalmente, porque caiu no cumprimento do dever. Foi assassinado por traficantes contrariados. Tinha 51 anos. É um mártir.” (Eugênio Bucci – JB)
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“O caso Tim Lopes lembra, para quem tivesse alguma dúvida, o avanço recente do telejornalismo brasileiro, que, investigando o que corrompe a nação, troca a chapa branca por câmeras reveladoras; substitui o discurso sensacionalista pelo exercício da investigação responsável, correndo os riscos impostos por tal opção. Quem faz isso merece ser saudado, não demonizado.”(Nelson Hoineff – JB)
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“Por documentos suscitados pela morte de Tim Lopes, quem não sabe fica sabendo: quase todos os dias, aqui e no mundo, morrem jornalistas no exercício de sua profissão. Já no legislativo e no executivo isso pouco acontece – a morte do prefeito de Campinas definitivamente não se inclui no caso.” (Millor Fernandes – JB)
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“A morte de Tim Lopes provocou uma comoção nacional, por lembrar, mais uma vez, como o crime organizado ganhou status de poder paralelo. O assassinato do jornalista mostrou cenas macabras do ritual desse poder: ele foi capturado, preso, julgado, condenado e executado ali mesmo.”(Gilberto Dimenstein – Folha Online)
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“Mesmo que as empresas jornalísticas, por sua própria natureza comercial, estejam dominadas pela busca de intensas emoções, o tipo de jornalismo praticado por profissionais como Tim Lopes, embora possa produzir picos de audiência, é incomparavelmente mais necessário, mais salutar, mais generoso, mais digno e mais cívico do que o sensacionalismo de auditório promovido pelos Ratinhos da vida.” (Alberto Dines – JB)
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“A dor pela perda de Tim não será só nossa. Como um símbolo, ele pode ser o começo de uma nova caminhada no aperfeiçoamento da democracia. Que ela exista também para os pobres usados como escudo pelos novos ditadores. Tim veio da pobreza para a classe média vencendo barreiras intransponíveis para tantos outros negros e pobres. Escolheu ser um mensageiro que buscava nas áreas de sombra a informação que não temos. E a maior informação que ele trouxe com a sua morte é que há um novo terror a ser combatido. [...] Tim há de ser o novo elo para uma nova e inadiável luta de libertação.”(Miriam Leitão – O Globo)
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“O Suplício e a morte do jornalista Tim Lopes é um tiro de canhão em todos nós. Nos que produzem informação e nos cidadãos que ficam privados dela. Pois agora o tráfico mostra que ousa também calar quem fala dele, que chega ao limite intolerável, à fronteira da própria democracia.” (Teresa Cruviel – O Globo)

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